Primeira angioplastia coronária no mundo foi realizada há 40 anos

Dia 16 de setembro de 1977 marcou para sempre o tratamento da doença coronária aterosclerótica. O médico João Brum Silveira lembra, neste seu artigo, a importância e o sucesso da técnica no tratamento da doença coronária, mas aponta que a melhor forma é a prevenção.

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João Brum Silveira, presidente da APIC
João Brum Silveira, presidente da APIC. Foto: DR

Uma angioplastia é um procedimento médico, realizado por uma Equipa de Cardiologia de Intervenção, com o objetivo de melhorar o fluxo sanguíneo nas artérias e veias do corpo humano. Este procedimento pode estar indicado quando placas de colesterol obstruem, parcial ou totalmente, os vasos sanguíneos comprometendo o seu fluxo.

Como consequência da obstrução das artérias coronárias (os vasos que irrigam o coração), o doente poderá sentir uma dor ou desconforto no peito tipo aperto, pressão ou queimadura que pode ser acompanhada de náuseas, tonturas, palpitações ou falta de ar (‘angina de peito’). O diagnóstico de doença das artérias do coração pode ser estabelecido por um conjunto de análises de sangue para dosear as enzimas cardíacas, eletrocardiograma (ECG), prova de esforço, ecocardiograma e angiografia coronária, isto é, uma radiografia das artérias do coração.

Na maior parte dos doentes, a angioplastia é o procedimento médico indicado para resolver a obstrução das artérias coronárias e melhorar a angina de peito. Esta técnica não cirúrgica foi realizada pela primeira vez há 40 anos pelo médico Andreas Gruentzig, em Zurique, e consiste na utilização de um cateter (um tubo muito fino) com uma ponta de balão que é colocado dentro do vaso sanguíneo para o dilatar e assim recuperar o normal fluxo sanguíneo. Na grande maioria dos casos é também necessário implantar uma pequena rede metálica expansível (stent ou endoprótese) para que a artéria se mantenha permeável a longo prazo.

A melhor forma de prevenir a doença coronária aterosclerótica é a alteração dos estilos de vida: não fumar, reduzir o consumo de gorduras, açúcar e sal, praticar exercício físico de uma forma regular e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Autor: João Brum Silveira, médico, presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC).

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) é uma entidade sem fins lucrativos, que tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular.

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