Ferramenta baseada em inteligência artificial prevê recorrência do cancro da próstata

Ferramenta baseada em inteligência artificial prevê recorrência do cancro da próstata
Ferramenta baseada em inteligência artificial prevê recorrência do cancro da próstata

Especialistas do Departamento de Oncologia Radioterápica da Mayo Clinic desenvolveram uma ferramenta inteligente de monitoramento, a PSA Control Tower, para apoiar os profissionais de saúde no acompanhamento contínuo e atento dos pacientes após o tratamento do cancro da próstata.

O acompanhamento após o tratamento do cancro da próstata, tradicionalmente, segue um calendário fixo e exige revisão manual dos resultados. Um processo que pode ser demorado e atrasar o cuidado devido, por etapas administrativas. Pequenas alterações, mas clinicamente relevantes, nos resultados dos exames podem passar despercebidas ou ser identificadas tarde demais. Como resultado, muitos pacientes acabam por precisar intervenções mais rápidas e um cuidado mais personalizado.

O acompanhamento do cancro da próstata depende da análise das variações do antígeno prostático específico (PSA) ao longo do tempo. Embora cada exame seja importante, reconhecer sinais iniciais de retorno da doença requer acompanhamento constante e contato frequente com o paciente. À medida que o número de pacientes aumenta e o cuidado se torna mais complexo, esse monitoramento torna-se mais desafiador. É conhecido que os sistemas de saúde enfrentam uma pressão crescente para garantir um acompanhamento confiável sem sobrecarregar as equipas assistenciais.

A ferramenta PSA Control Tower integra dados clínicos e tendências de PSA, utilizando recursos inteligentes para auxiliar as equipas assistenciais a identificar quais os pacientes que exigem atenção e em que momento. Ao antecipar potenciais problemas, a ferramenta fortalece o vínculo entre equipas e pacientes. Durante todo o processo, a experiência clínica, o julgamento cuidadoso e a relação humana continuam a orientar cada decisão.

A PSA Control Tower é alimentada pela Plataforma Mayo Clinic, que disponibiliza um ambiente seguro em que equipas da Mayo Clinic podem aceder a grandes conjuntos de dados de pacientes sem identificação pessoal. Com isso, é possível estudar padrões ao longo do tempo e construir modelos preditivos utilizando dados como exames laboratoriais, registos clínicos, imagens médicas e laudos anatomopatológicos.

Acreditamos que a PSA Control Tower pode ser um raro exemplo de ganho triplo para pacientes, médicos e instituições de saúde”, disse Mark Waddle. “A ferramenta ‘Control Tower’ permitirá o monitoramento contínuo de todos os pacientes, garantindo que o seguimento ocorra conforme as diretrizes e que alterações nos níveis de PSA sejam prontamente avaliadas.

Com a entrada contínua de novos dados, os modelos preditivos evoluem e tornam-se mais precisos. Através da Plataforma Mayo Clinic, médicos e equipas de saúde conseguem visualizar de forma simples a evolução do PSA e o risco de recorrência, o que facilita conversas esclarecedoras e um cuidado mais individualizado, mantendo sempre o conhecimento clínico e a compaixão como prioridade.

A PSA Control Tower traduz uma visão de ouro para a oncologia de precisão, combinando análises avançadas, segurança de dados e integração clínica eficiente. Com a expansão do modelo para além da Mayo Clinic, abre-se a possibilidade de diagnósticos mais precoces, maior eficiência operacional e um acompanhamento do cancro da próstata baseado em dados, em grande escala.

Isso permite que nossos profissionais de saúde possam fazer mais atendimentos a novos pacientes, cuidem de casos mais complexos e concentrem os esforços de acompanhamento do cancro da próstata nos pacientes que realmente precisem do tempo e da experiência dos profissionais”, afirmou Mark Waddle.