
O anúncio da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, de um financiamento de 1 milhão de euros para a internacionalização da cultura portuguesa, é visto pela Audiogest, Associação para a Gestão e Distribuição de Direitos, como uma medida de valor simbólico e político da prioridade dada à cultura.
A Audiogest considera muito positiva, a articulação entre a Cultura, a Economia – através da AICEP – e os Negócios Estrangeiros. Uma abordagem integrada que é também essencial “para que a internacionalização da música portuguesa seja tratada não apenas como uma política cultural, mas também como uma política económica e de projeção externa do país, com impacto direto na criação de valor e na afirmação de Portugal no plano internacional.”
Para a Associação as declarações públicas da Ministra da Cultura Juventude e Desporto sobre o tema “traduzem a visão certa e abrem um novo caminho e paradigma no contexto do apoio às indústrias culturais e criativas.” No entanto, o montante é considerado “insuficiente para responder à dimensão dos desafios existentes, o que reforça a necessidade de uma estratégia mais ampla, sustentada e de médio prazo.”
Para a Audiogest é necessário construir “uma estratégia conjunta, onde ao investimento público se somem outros recursos privados, nomeadamente através de mecanismos de mecenato e de investimento cultural, capazes de reforçar aquilo que poderá vir a ser um fundo dedicado à internacionalização da música portuguesa.”
“Como temos vindo a sublinhar, a internacionalização da música nacional é um fator essencial para o crescimento da edição musical em Portugal, criando valor acrescentado à economia e contribuindo para a imagem internacional de Portugal”, afirmou, citado em comunicado, Miguel Carretas, Diretor-Geral da Audiogest, que acrescentou: “É necessário ainda adaptar financiamentos disponíveis, designadamente através da AICEP, ao contexto específico da Indústria Musical”.
A Audiogest considera que o Ministério da Cultura irá bem neste caminho, e lembrou que para 2026, já tem orçamentada uma verba de cerca de 350 mil euros para várias ações relacionadas com a internacionalização, e, que há cerca de duas semanas, promoveu “um inquérito junto dos produtores musicais, com o objetivo de identificar necessidades concretas e prioridades reais do setor.”
“Só através desta articulação entre políticas públicas, setor cultural e investimento privado será possível construir um modelo de internacionalização mais ambicioso, eficaz e sustentável para a música portuguesa”, concluiu a Audiogest.












