Os danos provocados pelas últimas tempestades no património religioso são elevados. O levantamento dos danos está a ser feito pelo Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, de forma a poderem ser diligenciadas algumas iniciativas de emergência. No entanto, nos primeiros dias o trabalho foi significativamente dificultado em algumas zonas por falta de comunicações.
Entretanto, é indicado que “foram encetados contactos entre o Património Cultural IP, os Bispos e serviços diocesanos para os bens culturais das regiões mais afetadas”.
O Secretariado Nacional referiu que, até agora, já foram identificados cento e oitenta e cinco edifícios, pertencentes aos distritos de Leiria (claramente o mais afetado), Santarém, Coimbra, Lisboa e Castelo Branco, em que ocorreram danos significativos, com graus de gravidade diferenciados.
Mas, a continuidade do vento e da chuva nos últimos dias adensou a precariedade e a degradação do património afetado. Para minimizar os prejuízos muitos bens móveis foram retirados pelas comunidades para locais seguros e o património integrado nos edifícios foi, quando possível, protegido com plásticos e lonas.
Os edifícios que sofreram danos na cobertura foram em alguns casos protegidos lonas e plásticos. Também os edifícios que já se encontravam numa situação de vulnerabilidade antes das tempestades estão agora em situação de risco agravado.
O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja indicou que a continuidade das condições meteorológicas adversas levou a danos no património religioso das dioceses de Setúbal, Évora e Beja, que levou a contactos com os responsáveis diocesanos nos locais para um levantamento da situação em concreto.
Entretanto, foi criada uma bolsa de técnicos de conservação e restauro, arquitetos, sineiros, entre outros, que se têm disponibilizado para colaborar na recuperação de algum património. Também, o Fórum de Conservadores Restauradores manifestou disponibilidade para a organização de ‘Brigadas de Intervenção Rápida para a retirada e acondicionamento do património que se encontre em situação vulnerável.
Uma campanha iniciada pela Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre) está a recolher fundos especificamente destinados à recuperação do património. A dimensão da catástrofe é enorme pelo que todos os apoios e contributos são agora necessários e importantes.
Em nota informativa o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja manifesta “gratidão à Senhora Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Dra. Margarida Balseiro Lopes, e ao Presidente do Conselho Diretivo do Património Cultural IP, Dr. João Soalheiro, pela forma rápida como estabeleceram contacto com os responsáveis das dioceses e como têm acompanhado este processo”.
Também, o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja manifesta “a sua solidariedade com todos os que, de alguma forma, foram vítimas da devastação provocada pela tempestade Kristin, bem como das tempestades e inundações que se lhe seguiram”, e lamenta “a perda de vidas humanas, a destruição das habitações, das empresas, dos espaços comerciais e explorações agrícolas, bem como de edifícios públicos e infraestruturas essenciais.”














