Exposição sobre Camilo Pessanha na Biblioteca Pública de Braga assinala centenário do falecimento do poeta

Exposição sobre Camilo Pessanha na Biblioteca Pública de Braga assinala centenário do falecimento do poeta
Exposição sobre Camilo Pessanha na Biblioteca Pública de Braga assinala centenário do falecimento do poeta

Quando se assinala o centenário do falecimento do poeta Camilo Pessanha, figura grande da literatura portuguesa e do simbolismo, a Biblioteca Pública de Braga (BPB) é lugar para a exposição “Eu vi a luz em um país perdido”, com inauguração agendada para 18 de fevereiro de 2026.

A exposição que assinala o centenário do falecimento do escritor irá estar disponível ao público até 31 de março de 2026. A mostra “percorre a vida e obra do autor de “Clepsidra”, o seu único e influente livro, sem descurar os seus estudos e traduções chinesas, as colaborações com revistas e a correspondência.”

Mas a BPB, no piso superior, junto à sala de leitura, o visitante também pode ficar a conhecer referências do simbolismo literário francês, como Baudelaire e Rimbaud, bem como ainda num espaço é convidado a ler ou a ouvir a poesia de Pessanha.

Para além da exposição e no mesmo âmbito a BPB tem planeadas outras iniciativas, como a conferência “Camilo Pessanha: a arte de dizer o indizível”, a 23 de março, pelas 15h30. O objetivo da unidade cultural da Universidade do Minho é valorizar o património literário e o diálogo entre a literatura e o pensamento contemporâneo.

O poeta Camilo Pessanha (1867-1926) “destacou-se pela sua obra breve, mas marcante pelo tom melancólico, pela introspeção estética e pela musicalidade refinada, que inspirou vários escritores. Explorou temas como o tempo, a fugacidade e a nostalgia.

Natural de Coimbra, Camilo de Almeida Pessanha, formou-se em Direito, “exerceu funções jurídicas e académicas e teve uma longa permanência em Macau, o que contribuiu para a dimensão cosmopolita do seu imaginário, consolidando-o como uma voz essencial na transição entre o romantismo tardio e as vanguardas poéticas do século XX. Faleceu devido ao uso excessivo de ópio e a tuberculose pulmonar.”

Até 16 de fevereiro, a BPB oferecer um livro a todas as pessoas que visitem a Biblioteca, assinalando o Dia Internacional da Doação de Livros, “como uma verdadeira declaração de amor à leitura”.

“Acreditamos no poder transformador dos livros, que abrem portas para novos mundos, novas ideias e infinitas possibilidades. Cada visitante pode levar consigo um dos livros ao dispor, cuidadosamente selecionados, que incluem edições publicadas pela própria biblioteca e outras obras prontas para conquistar novos leitores”, referiu, citada em comunicado, a diretora da BPB, Márcia Oliveira.

A intenção é promover a circulação do conhecimento, incentivar a sustentabilidade e garantir que mais pessoas tenham acesso “à magia da leitura, pois um livro pode mudar um dia, uma vida e até o mundo”.