Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018 atribuído a Djaimilia Pereira de Almeida

“Luanda, Lisboa, Paraíso”, o romance de Djaimilia Pereira de Almeida, deu à escritora o reconhecimento com o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018. Um Prémio que releva a grande originalidade e qualidade da estética literária da obra.

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Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018 atribuído a Djaimilia Pereira de Almeida. Foto: Humberto Brito

O mais recente livro de Djaimilia Pereira de Almeida, “Luanda, Lisboa, Paraíso”, editado pela Companhia das Letras, deu à escritora o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018. O livro é o segundo romance da escritora.

Djaimilia Pereira de Almeida fez a sua estreia literária, em 2015, com o romance “Esse Cabelo” tendo de imediato conquistado “um lugar no panorama dos novos autores de língua portuguesa”, e foi reconhecida com o Prémio Novos em 2016, na categoria Literatura.

A escritora, entretanto publicou em revistas literárias e ensaísticas, portuguesas e estrangeiras, o que levou a que fosse criada uma enorme expetativa em relação ao seu regresso à ficção. “Luanda, Lisboa Paraíso” confirmou a escritora como “narradora atenta e singular, com um ponto de vista único”.

O júri do Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018, presidido por José Carlos Seabra Pereira e que incluiu, Mário Cláudio, Isabel Pires de Lima, Pedro Mexia e António Carlos Cortez, reconfirma a vocação do Prémio enquanto promotor de obras que revelem grande originalidade e melhor qualidade estético literária e atribuiu por maioria o Prémio a Djaimilia Pereira de Almeida pela sua obra “Luanda, Lisboa, Paraiso”.

Nesta 12.ª edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018, “o Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2018, um prémio que visa distinguir a carreira de um autor, foi atribuído por unanimidade ao conceituado tradutor e poeta José Bento, importante divulgador da cultura hispânica em Portugal.”

Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018, “o Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2018" atribuído a José Bento.
Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018, “o Tributo de Consagração Fundação Inês de Castro 2018″ atribuído a José Bento. Foto: DR

Ao longo dos anos, o Prémio Literário Fundação Inês de Castro tem distinguido autores e obras de reconhecido valor, como Pedro Tamen, em 2007, José Tolentino Mendonça, em 2009, Hélia Correia, em 2010, Gonçalo M. Tavares, em 2011, Mário de Carvalho, em 2013, Rui Lage, em 2016 ou a poeta Rosa Oliveira, vencedora do galardão em 2017, entre muitos outros.

A cerimónia de entrega do Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018, um troféu de prata e pedra, da autoria do escultor João Cutileiro, decorre no Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, no dia 30 de Março. Durante a cerimónia, cabe a Isabel Pires de Lima falar sobre a obra literária de Djaimilia Pereira de Almeida, e a Pedro Mexia sobre a carreira e a obra de José Bento.

Djaimilia Pereira de Almeida nasceu em Luanda, em 1982, licenciada em Estudos Portugueses na Universidade Nova de Lisboa, doutorou-se em Teoria da Literatura, na Universidade de Lisboa, em 2012. foi vencedora do Prémio Novos 2016, na categoria Literatura, tendo-se estreado no romance em 2015 com “Esse cabelo” (Teorema). “Ajudar a cair”, um retrato ensaístico do Centro Nuno Belmar da Costa, foi publicado, em 2017, pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Em 2013, foi uma das vencedoras do Prêmio de Ensaísmo serrote, atribuído pela Revista serrote (Instituto Moreira Salles, Brasil); em 2016, esteve entre os finalistas do 8º ciclo da Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative.

Em 2018, Djaimilia publicou “Luanda, Lisboa, Paraíso” (Companhia das Letras Portugal) e vê a obra reconhecida com o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2018.

Publicou em Common Knowledge, Granta.com, Granta Portugal, Ler, Revista Pessoa, Quatro Cinco Um, Revista serrote, Words Without Borders, Revista Zum, entre outras.

José Bento nasceu em Estarreja em 1932, sendo um dos fundadores, nos anos 50, da revista de poesia Cassiopeia, traduziu desde então autores como Fernando de Rojas, Jorge Luis Borges, Miguel de Unamuno, Santa Teresa de Ávila ou Cervantes, e organizou antologias de Garcilaso de la Vega, Quevedo, Antonio Machado, Manuel Machado, Juan Ramón Jimenez, Francisco Brines, Vicente Aleixandre, Federico García Lorca, Luis Cernuda.

José Bento é considerado um dos melhores tradutores portugueses e já recebeu diversos prémios, inclusivamente o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, atribuído pelo governo espanhol pela sua atividade enquanto tradutor. É também autor de vários livros de poesia, como Alguns Motetos ou Sítios (Assírio & Alvim).

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