Alerta para a Doença Venosa Crónica onde os sintomas não devem ser subvalorizados

Alerta para a Doença Venosa Crónica onde os sintomas não devem ser subvalorizados
Alerta para a Doença Venosa Crónica onde os sintomas não devem ser subvalorizados. Foto: Rosa Pinto

Nem sempre os sintomas são identificados outras vezes não são devidamente valorizados na doença venosa crónica. Entre os sintomas referem-se a sensação de peso nas pernas, o inchaço nos pés, a sensação cansaço das pernas. Para os sintomas o paciente tenta encontrar justificações, como trabalho ou stress.

Joana de Carvalho, especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, citada em comunicado da Servier Portugal refere: “Não se dá o valor que se deveria dar, nem a importância, à Doença Venosa Crónica. As queixas são, muitas vezes, desvalorizadas e acaba por se deixar andar.

Um dos maiores desafios no diagnóstico precoce da Doença Venosa é a banalização dos sintomas que são facilmente confundidos como a crescente atividade diária. “É muito fácil habituarmo-nos ao mal-estar e entendermos como normal algo que não deve ser tido como tal“, afirma Joana de Carvalho, que alerta que quando os sintomas deixam de ser ocasionais e passam a frequentes deve ser procurada avaliação médica, pois se a Doença Venosa Crónica tiver um diagnosticado ainda precoce o tratamento pode ser eficaz.

No caso da doença “em estadios mais avançados pode mesmo ter um impacto grande no bem-estar, a nível pessoal, laboral, com complicações mais graves, eventuais tromboflebites, necessidade de repouso e limitação grande“, aponta a especialista.

As pernas permitem-nos caminhar, permitem-nos ir mais longe, são o nosso meio de transporte mais eficaz, mais disponível, mais económico”, refere Joana de Carvalho. Deve-se observar que quando a Doença Venosa Crónica se manifesta o impacto não é apenas funcional é, também, profundamente emocional. Com a progressão da doença a autoimagem pode ser afetada, gerar constrangimento e levar muitas pessoas a evitarem determinadas roupas, atividades sociais ou momentos de lazer. A Doença Venosa para além de limitar a mobilidade “limita também a confiança, a autoestima e, em última instância, a capacidade de viver em pleno”.

Para a Servier Portugal a mensagem é simples: ouvir o corpo, não desvalorizar os sinais que este envia e procurar ajuda de um profissional de saúde sem esperar que o problema se agrave. “Devemos, acima de tudo olhar para as nossas pernas, não desvalorizar o peso, o cansaço, o inchaço, praticar exercício físico, ter uma alimentação cuidada e procurar um tratamento atempado e precoce na presença de qualquer sinal inicial de Doença Venosa”, insiste a médica Joana de Carvalho

A Servier Portugal anunciou que o tema da Doença Venosa Crónica vai estar em debate, no próximo dia 14 de março, às 11h00, no SelfCare Market & Summit, na Cordoaria Nacional, em Lisboa. Um evento onde Joana de Carvalho, a convite da Servier, vai falar sobre como podemos garantir: “Os nossos sonhos têm pernas para andar“.