O Clube dos Pensadores (CdP) recebe André Ventura, candidato à presidência da República. O convite por Joaquim Jorge, fundador do Cdp, a André Ventura, leva o político no dia 31 de janeiro de 2026 (Sábado), às 21h30, ao Hotel Holiday Inn Porto-Gaia.
Durante a campanha eleitoral o Clube dos Pensadores recebeu os candidatos Gouveia e Melo e António José Seguro. Se durante a primeira volta da eleição, e como candidato, André Ventura não esteve no Clube dos Pensadores, Joaquim Jorge indicou que o candidato se disponibilizou, referindo “que depois da primeira volta das eleições presidenciais viria ao clube. Assim acontece este fim-de-semana.”
Dada a missão do Clube dos Pensadores, Joaquim Jorge também endereçado um convite a António José Seguro. Um convite que se mantém em aberto.
Duas personalidades distintas na política, uns consideram “Seguro um inseguro e sonso” e outros “Ventura uma desventura e radical”.
“Não sou de direita nem de esquerda não sou do Chega nem do PS. Sou um cidadão que vivo em democracia e penso pela minha cabeça. Não aceito que me digam o que devo fazer e em quem devo votar. Não perguntei opinião a ninguém, nem vou pedir. Sou de maior idade e tenho cabeça para pensar”, afirmou Joaquim Jorge.
De vários lados do espetro politico os “As e os Bs” parecem atropelar-se numa corrida a manifestar ser apoiante de um candidato. Ora para Joaquim Jorge “essas cabecinhas pensantes e que se julgam notáveis podiam fazer um pouco de introspeção e procurar perceber porque André Ventura tem cerca de 1,4 milhões de votos! Acho ridículo e pouco digno numa democracia que um candidato tenha uma enorme votação e se questione o candidato e o que ele defende, em vez, de se tentar perceber o que leva as pessoas a votarem nessa pessoa e nas ideias que defende.”
Quando é apresentada uma petição para ilegalizar o Chega, Joaquim Jorge, observou: “continuem com este tipo de sectarismo, intolerância, visão estreita e facciosismo. E, depois queixem-se que André Ventura vai cavalgar tudo e todos.”
É entendimento do fundador do Clube dos Pensadores que “este apego exagerado e específico, em relação ao Chega e a crença na superioridade moral vai gerar mais conflito e divisão.”
Para Joaquim Jorge “as pessoas estão cansadas dos mesmos de sempre, dos amigos, dos negócios; querem mudar ou pelo menos experimentar algo diferente. Meter a cabeça na areia e dizer-se que está tudo bem é um erro colossal. As pessoas sentem na pele a falta de dinheiro até ao final do mês, sentem o custo de vida, a falta de casas, rendas decentes, sentem a falta de professores, sentem falta de respostas na saúde, falta de um atendimento decente nos serviços públicos, veem as pessoas sem um mínimo de apoio nas urgências. No fundo, sentem-se abandonadas quando precisam.”
“Esta é a realidade nua e crua. Portugal, infelizmente não é o “país das maravilhas”, mas é o “país dos horrores”. Eu nem quero falar dos incêndios que assolam o nosso país todos os anos”, refletiu Joaquim Jorge.
Quando uma grande maioria não encontra respostas vindas do poder instalado, “as pessoas procuram agarrar-se a alguém que diga que quer mudar este estado de coisas”, observou Joaquim Jorge.
É neste momento particular que André Ventura vai estar no Clube dos Pensadores para uma reflexão sobre o paradigma de que “a política sofre mutações para se manter tudo na mesma.”













