APAN: Decisão unilateral sobre medição de audiências televisivas põe em causa consenso

Novo acordo entre a RTP, SIC e TVI e a GFK para a medição de audiências televisivas coloca em causa, no entender da Associação Portuguesa de Anunciantes, o consenso entre os principais “stakeholders” do mercado estabelecido há oito anos.

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APAN: Decisão unilateral sobre medição de audiências televisivas põe em causa consenso
APAN: Decisão unilateral sobre medição de audiências televisivas põe em causa consenso. Foto: TVEuropa

A Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) indicou, em comunicado, dirigido às redações, que “registou com surpresa o anúncio por parte da RTP, SIC e TVI de que tencionam celebrar um novo acordo com a GFK para a medição de audiências televisivas.”

No entender da APAN “o anúncio materializa o rompimento unilateral por parte dos operadores televisivos em sinal aberto do consenso entre os principais “stakeholders” do mercado, mantido desde há 8 anos no seio da CAEM – Comissão de Análise de Estudos de Meios.”

Para a APAN o “consenso permitiu o estabelecimento de soluções técnicas merecedoras da confiança de todos os interessados, contribuindo para o desenvolvimento da atividade publicitária e facilitando o financiamento da atividade televisiva.”

A APAN indicou que “os anunciantes não aceitam e lamentam que seja colocada em causa uma instituição de autorregulação como a CAEM que tem dado provas da sua utilidade e que possa, assim, ficar abalada a confiança gerada ao longo dos últimos anos.”

“A atividade dos ‘media’ tem conhecido nos tempos mais recentes uma enorme evolução tecnológica que trouxe inegáveis benefícios aos consumidores, às empresas e à economia em geral. O pleno aproveitamento destes benefícios exige adaptação, atualização e envolvimento de todos. Exige também a transparência necessária a uma medição das audiências que seja objetiva, independente e reconhecida por todos os ‘stakeholders’”, esclareceu a APAN.

Para Manuela Botelho, secretária-geral da APAN, citada no comunicado, a associação “foi sempre intransigente na defesa de um modelo de medição de audiências fiável e transparente, adaptado aos novos desenvolvimentos tecnológicos, já que eles são incontornáveis para planear e aferir os resultados dos investimentos feitos na promoção de produtos e serviços”.

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