Arte Urbana enriquece memória cultural das freguesias de Famalicão

Projeto Urban Youth concluiu mais uma pintura mural no parque infantil das Camélias, na freguesia de Bairro, Famalicão. O projeto executado por jovens leva a arte urbana ao meio rural e converte lendas e tradições das freguesias em pinturas.

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Arte Urbana enriquece memória cultural das freguesias de Famalicão
Arte Urbana enriquece memória cultural das freguesias de Famalicão. Foto: DR

Jovens de Famalicão estão a levar a arte urbana para o meio rural. Uma iniciativa artística que revela através de pinturas murais as lendas e tradições das freguesias de Vila Nova de Famalicão. O projeto Urban Youth, que concluiu mais uma pintura na freguesia do Bairro, deverá ter uma intervenção concluída em oito freguesias até ao final de 2019.

O Urban Youth envolve uma parceria entre o Pelouro da Juventude do Município de Famalicão, a partir da Casa da Juventude, com o Centro Artístico – A Casa Ao Lado. O projeto executado por jovens de Famalicão sob a orientação técnica do Centro Artístico cobre todo o concelho e estende-se até 2020.

Ricardo Miranda, diretor artístico do Centro Artístico – A Casa Ao Lado, esclareceu, citado em comunicado, que um dos objetivos do projeto é também proporcionar aos jovens “a oportunidade de usufruir da experiência artística e de adquirir valores no sentido de promover uma cidadania mais participativa.”

Os jovens artistas já concluíram pinturas murais em diversas freguesias: Sinçães, Requião, Jesufrei, zona das Lameiras e Santiago D’Antas, a última foi inaugurada ontem, 17 de novembro, no parque infantil das Camélias, na freguesia de Bairro.

O mural da freguesia do Bairro, que se estende por 24 metros de comprimento, da autoria de 15 jovens famalicenses ilustra a forte ligação da localidade ao barro e à cerâmica. Uma ligação que cresceu com a criação da Escola de Cerâmica Artística, que deu e continua a dar formação a muitos dos artesãos de excelência, reconhecidos em todo o país. Uma escola criada pela Fundação Castro Alves, em 1979.

A intervenção tem vindo a mostrar que “esta descentralização da arte urbana para os meios rurais tem sido muito bem acolhida nas freguesias e até têm sido os próprios presidentes das Juntas a contactar o Pelouro da Juventude, de forma a usufruírem do projeto”, referiu o diretor artístico.

Agora, Ricardo Miranda revela que a ambição é “ver esta iniciativa cobrir as 48 freguesias de Famalicão para, no final, produzir um livro ilustrativo de toda a obra realizada”.

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