Aumenta consumo de vídeo em dispositivos móveis

Visualização de vídeo em dispositivos móveis aumenta por ano mais de 200 horas, desde 2012, indica estudo da Ericsson. A visualização de TV diminui 2,5 horas por semana, enquanto os smartphones são os dispositivos preferidos para ver vídeos.

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Aumenta consumo de vídeo em dispositivos móveis
Aumenta consumo de vídeo em dispositivos móveis. Foto: Rosa Pinto

Estudo da companhia Ericsson revela a ‘enorme’ e ‘rápida’ mudança nos comportamentos de visualização de TV e vídeo no que respeita à sua relação com a mobilidade. Apesar do crescimento no consumo de vídeo em dispositivos móveis e em TV on-demand nos últimos sete anos, o estudo indica que encontrar um determinado conteúdo ainda é uma frustração para os consumidores.

De acordo com o estudo da Ericsson, o “tempo médio de visualização em dispositivos móveis aumentou mais de 200 horas por ano desde 2012, fazendo crescer os tempos de visualização de TV e vídeo em 4 horas adicionais por semana”.

O crescimento na visualização de TV e vídeo em dispositivos móveis coincide, por outro lado, com o declínio na visualização em dispositivos fixos de 2,5 horas por semana. No entanto, não se verifica qualquer diminuição no desejo de consumo de TV e vídeo.

De acordo com o estudo, o tempo dedicado por semana a ver TV e vídeo em dispositivos móveis aumentou 85% nos últimos seis anos. No mesmo período, a visualização em ecrãs fixos diminuiu em 14%.

Nos EUA os consumidores classificam os serviços de ‘Video on-Demand’ (VOD) como mais importantes do que os tradicionais serviços de televisão, apesar de gastarem 45% do tempo a escolher o que querem ver.

A nível mundial 40% dos consumidores indicam estar “muito interessados” num plano de dados móveis que inclua streaming de vídeo sem quaisquer restrições, destes 46% são millennials. Nos EUA, 20% do consumo de vídeos por dispositivos móveis recorre ao modelo de conteúdo pago usando serviços como o Netflix, Hulu e Amazon Prime.

O estudo da Ericsson indica que 44% dos consumidores nos EUA referem que não conseguem encontrar nada na TV linear diariamente, um aumento de 8% comparado com o ano anterior que era de 36%.

Quando analisada a satisfação com o serviços VOD, 63% dos consumidores referem estar muito satisfeitos com a descoberta de conteúdo, enquanto na TV linear o valor é de 51%. Assim, o estudo conclui que, “embora o processo de descoberta nos serviços VOD seja mais moroso que na TV linear, os consumidores classificam-no como menos frustrante, já que ele garante implicitamente a oportunidade de descobrir algo que eles desejam mesmo ver e quando o querem ver”.

O estudo indica que o tempo total de visualização de conteúdo on-demand, como séries de TV, filmes ou outros programas de TV em streaming, aumentou 50% desde 2010. Para este aumento o estudo salienta três possíveis “indicadores desta crescente satisfação com os serviços de ‘Video on-Demand’”.

Um dos fatores parece ser a constatação de que os consumidores continuam a fazer um consumo de vídeos em série, dado que 37% dos inquiridos indicou consumir semanalmente dois ou mais episódios seguidos do mesmo programa, e mais de 20% indicou que o faz diariamente.

Outro dos fatores é visto através da despesa dos consumidores dos EUA com serviços VOD, despesa que aumentou mais de 60% desde 2012, ou seja, passou de 13 dólares para 20 dólares por mês.

O terceiro fator é a indicação de que 40% dos inquiridos referirem que consomem diariamente conteúdo do YouTube e 10% assumem ver vídeos no YouTube durante mais de três horas por dia.

Zeynep Ahmet, Consultor Sénior do Ericsson ConsumerLab, referiu, citado em comunicado da Ericsson, que “os consumidores exigem cada vez mais acesso a conteúdo de TV e de vídeo de alta qualidade nos mais variados serviços e dispositivos”, e conteúdos no smartphone são considerados essenciais.

Para Zeynep Ahmet, “os consumidores não exigem apenas uma experiência partilhada e social de consumo de TV, mas esperam ainda a flexibilidade de uma oferta de conteúdo on-demandà la carte’. A experiência de hoje é multifacetada e os consumidores querem conceber os seus próprios mundos de conteúdo apelativo e personalizado”.

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