Autoteste COVID-19 produzido em Portugal é para venda livre

Biojam e Pantest vão colocar no mercado o primeiro autoteste rápido para COVID-19 desenvolvido e produzido em Portugal. O laboratório Pantest, de Oliveira de Frades, já está a produzir o autoteste que aguarda do INFARMED autorização para colocação no mercado.

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Autoteste COVID-19 produzido em Portugal é para venda livre
Autoteste COVID-19 produzido em Portugal é para venda livre

A farmacêutica Biojam e o Laboratório Pantest estabeleceram uma parceria de cooperação que visa alargar o leque de opções de autotestes COVID-19 existentes no mercado. Numa altura em que apenas está autorizada a venda de um teste produzido por uma empresa sul-coreana, as duas empresas apostaram numa solução 100% nacional.

O teste rápido do Coronavírus Ag (N) (Fossas Nasais) de antigénio em produção pela empresa Pantest e com distribuição a cargo da empresa Biojam cumpre todos os requisitos exigidos pelas autoridades – estudos de avaliação de desempenho do teste para colheita nasal e informação sobre o produto.

As empresas indicam que o autoteste é para venda livre, sem obrigatoriedade de receita médica, e assim disponível para qualquer pessoa a partir dos 18 anos. O custo unitário é da mesma ordem dos já praticados entre os grandes grossistas, e vão estar disponíveis em caixas de 25 unidades, como também em Kits individuais já preparados para venda ao público.

O autoteste vai ser vendido em embalagens hermeticamente seladas, com toda a informação exigida pelas autoridades de saúde, como sejam as referências do lote, produtor, caraterísticas técnicas e indicações de utilização, entre outras, esclarecem as duas empresas.

É também indicado que para facilitar o processo de diagnóstico, cada embalagem unitária do autoteste apresenta um QR Code que remete o consumidor para um vídeo explicativo e instruções muito claras e simples para que o teste seja facilmente utilizado por qualquer pessoa.

Ainda, para segurança do consumidor, as empresas responsáveis pelo teste disponibilizam um serviço de apoio prestado via WhatsApp, através do qual é possível colocar dúvidas, pedir apoio adicional e enviar fotos dos testes. Catarina Almeida, Diretora da Pantest explica: “Além da qualidade do próprio teste, uma das nossas preocupações é assegurar que o consumidor terá acesso a toda a informação, de modo a que o processo de autodiagnóstico seja realizado da forma mais correta e segura”.

As empresas indicam que com elevados níveis de fiabilidade, acima do desempenho mínimo que é estipulado para os autotestes, pelas autoridades nacionais, – sensibilidade superior ou igual a 80% e especificidade superior ou igual a 97% -, o Teste Rápido do Coronavírus Ag (N) (Fossas Nasais) da Pantest apresenta valores na ordem dos 95,7% de sensibilidade e 99,1% de especificidade.

Para Carlos Monteiro da Biojam “não há dúvida que os autotestes nasais produzidos pela Pantest apresentam elevados padrões de qualidade, garantindo ao consumidor uma solução de diagnóstico com níveis de precisão próximos de um teste PCR”.

A Biojam e a Pantest indica que nas últimas semanas o Infarmed tem vindo a definir os critérios de inclusão dos autotestes em regime de venda livre, tendo emitido recentemente uma norma informativa dando conta que até ao dia 30 de março foram recebidos “32 pedidos, relativos a 31 referências de testes de 21 fabricantes distintos”. Destes, “apenas 10 foram devidamente submetidos pelo fabricante, tal como exigido”.

Com inúmeras soluções terapêuticas e de diagnóstico já registadas no Infarmed, tanto a Biojam como a Pantest acreditam que o teste, que já se encontra em produção, faz parte do grupo restrito de pedidos de autorização que foram corretamente submetidos e como tal é expetável que até ao final da semana seja dada autorização de comercialização.

“Até ao momento foram apresentados todos os elementos solicitados pelo INFARMED, os quais estamos confiantes que correspondem às exigências das autoridades. Além da certeza que temos em relação à qualidade do produto, e na linha daquilo que tem sido a estratégia do governo nos últimos anos no que toca as políticas de apoio à produção nacional, consideramos que hoje, mais do que nunca, é fundamental apoiar as empresas como a Pantest e a Biojam que têm investido em investigação e na produção de produtos inovadores”, acrescenta Carlos Monteiro.

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