Bélgica caminha para quinto lugar como parceiro de Portugal

Portugal e a Bélgica são contra uma guerra comercial e contra o protecionismo, indicou hoje o Presidente da Republica, durante um encontro de negócios de portugueses e belgas, em Lisboa, e onde esteve o Rei Philippe dos Belgas.

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Bélgica caminha para quinto lugar de parceiro de Portugal
Bélgica caminha para quinto lugar de parceiro de Portugal, Presidente da Republica, no Portuguese-Belgian Bussiness Meeting. Foto: TVEuropa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, depois de falar aos participantes no Portuguese-Belgian Bussiness Meeting, que decorre, hoje, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e onde esteve presente e também interveio, o Rei Philippe dos Belgas, referiu que “de repente a Bélgica transformou-se num grande parceiro de Portugal”, situando-se já ao nível do 7º, 8º, ou 9º parceiro mas que “quer passar para quinto, e isto é um salto brutal.”

O Presidente indicou ainda que nesta grande parceria com a Bélgica estão “as pequenas e médias empresas, que não são muitas vezes conhecidas, mas que são fundamentais.”

Portugal e Bélgica em sintonia na União Europeia

Se a questão da parceria económica é importante para os dois países, Marcelo Rebelo de Sousa, colocou uma segunda questão, que é “a Bélgica viver a questão Europeia de uma forma muito intensa” como os portugueses, e acrescentou: “Partilhamos o mesmo ponto de vista em relação ao mundo que é contra a guerra comercial, contra o protecionismo.”

Na Europa “há seis meses apenas para decidir sobre problemas fundamentais, isto é, como é que se vai financiar o próximo quadro comunitário de 2021 a 2027”. O presidente alertou: “Vai-se esperar pelas eleições? Pela nova Comissão?”, Então, “nunca mais, há financiamento!”

“Qual é a posição da Europa em relação ao mundo que a rodeia? Como é a questão das políticas monetárias e das políticas financeiras?” Nomeadamente, em relação “aquilo que o Banco Central Europeu esteve a fazer, com uma interpretação muito original e criativa dos tratados”, e isso “poder ser uma realidade e depois fechar o acordo com o Reino Unido.”

Questões, que no entender do Presidente começam “com o acordo com o Reino Unido a ser fechado no próximo mês e as outras com menos de seis meses para decidir preocupam a Bélgica e preocupam Portugal”, e por isso, acrescentou: “Estamos a trabalhar no mesmo sentido, que é criar um núcleo duro que ultrapasse as divisões que há, que há muitas, por diferentes razões, quer a leste, quer no norte, quer no centro da Europa, e conseguir que a Europa dê um salto.”

Paralisia de decisões dá lugar aos eurocéticos

“É fundamental que dê um salto impedindo que os eurocéticos ou críticos venham dizer, cá está a Europa, nunca mais decide, não resolve, não é solução”, mas para Marcelo Rebelo de Sousa, não há alternativa à Europa.

Ainda sobre a visita dos Reis dos Belgas a Portugal e sobre o encontro de negócios entre os dois países, o Presidente da República referiu: “Não há aqui acordos políticos, para além daqueles que já existem, e são muitos, mas acordos empresariais, e isso é muito importante”, pois é fundamental que os políticos façam “as fundações por si, fundações no plano social, na saúde, na educação quer no plano empresarial, no plano dos negócios, e isso é muito importante, muito discreto, ninguém fala nisso, noutros países não se fala na Bélgica mas é muito importante para a nossa economia.”

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