Biofertilizantes a partir de resíduos de pesca

Projeto europeu SEA2LAND pretende produzir fertilizantes e aditivos de base biológica como excedentes das indústrias de processamento de pescado e aquacultura para incorporar em solos agrícolas. ISQ é a entidade participante portuguesa no projeto que envolve 11 países.

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Biofertilizantes a partir de resíduos de pesca
Biofertilizantes a partir de resíduos de pesca. Foto: © Rosa Pinto

O ISQ é uma das entidades envolvidas no projeto europeu SEA2LAND. O projeto na área da bioeconomia tem como objetivo desenvolver e adaptar tecnologias para a recuperação de nutrientes provenientes de excedentes das indústrias de processamento de pescado e aquacultura. O projeto insere-se na estratégia europeia do Green Deal e do Novo Plano de Ação para a Economia Circular na Europa, com um orçamento global de 8,8 milhões de euros e a participação de 26 entidades de 11 países tem como alvo, no espaço de 4 anos, produzir fertilizantes e aditivos de base biológica para incorporação em solos agrícolas.

A bioeconomia, no âmbito da Eficiência de Recursos, uma das recentes apostas para impulsionar a economia circular através dos princípios “reduzir, reutilizar e reciclar”, com a produção, utilização e conservação de recursos biológicos rumo a uma economia mais sustentável.

O projeto pretende potenciar novas competências e soluções para o mercado nesta área, através de soluções que ajudem a superar os desafios relacionados com a produção de alimentos, mudanças climáticas e reutilização de resíduos.

O SEA2LAND tem como missão dar resposta a alguns dos desafios, melhorando e adaptando tecnologias de recuperação de nutrientes para a produção de fertilizantes de base biológica a grande escala na União Europeia, transformando os subprodutos em nutrientes para as culturas.

Pedro Matias, presidente do ISQ, referiu: “Através da valorização destes excedentes, o projeto irá contribuir para a implementação alargada de sinergias de simbiose industrial, para a redução do consumo de fertilizantes químicos e ainda para a diminuição da dependência europeia face a países terceiros no que diz respeito ao fornecimento de nutrientes ao setor agrícola”.

Ao ISQ cabe, no projeto, desenvolver um sistema de apoio à decisão para suporte à valorização local/regional de subprodutos das pescas e aquacultura, fazer a avaliação de ciclo de vida das soluções tecnológicas a demonstrar, desenvolver atividades de suporte à futura incorporação no mercado destas soluções, nomeadamente, avaliação de conformidade dos novos biofertilizantes com a regulamentação comunitária e suporte ao desenvolvimento de modelos de negócio.

O projeto irá funcionar com base em unidades piloto que testarão nove tecnologias em seis áreas geográficas representativas do setor das pescas e da aquacultura (Norte, Báltico, Atlântico, Cantábrico, Mediterrânio e Mar Adriático). As tecnologias a aplicar vão desde processos mais convencionais e de baixo custo (bokashi, compostagem) a processos mais emergentes (hidrólise enzimática, fracionamento termomecânico).

No SEA2LAND estão envolvidos países como Chile, Espanha, França, Bélgica, Itália, Malta, Croácia, Suíça, Noruega, Estónia e Portugal, através do ISQ.

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