Castelo de Vila Nova de Cerveira vai ser hotel em 2021

Programa Revive coloca mais um imóvel histórico na economia do turismo. O Castelo de Vila Nova de Cerveira foi concessionado a Eurico da Fonseca para a instalação de um hotel, que deve abrir em 2021. O investimento é de cerca de 3 milhões de euros.

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Castelo de Vila Nova de Cerveira vai ser hotel em 2021
Castelo de Vila Nova de Cerveira vai ser hotel em 2021. Foto: DR/DGPC

O Castelo de Vila Nova de Cerveira foi concessionado, no âmbito do programa Revive, e após concurso. A adjudicação foi feita a Eurico da Fonseca, que desenvolveu o projeto do Palácio de São Bento da Vitória, no Porto.

O Ministério da Cultura indicou que a proposta que venceu o concurso atingiu praticamente o triplo do valor base do concurso, correspondendo a uma renda anual de 33.500 euros anuais, quando o valor base do concurso estava fixado em 13.260 euros.

Dados do processo indicam que o investimento estimado para a recuperação do imóvel é de cerca 3 milhões de euros, que irá albergar um hotel com um mínimo de 4 estrelas, com 41 quartos, restaurante e ginásio. A abertura do novo hotel está prevista para o final de 2021.

O Castelo de Vila Nova de Cerveira é um castelo medieval de estilo gótico, construído em 1320 por ordem do rei D. Dinis, e que alberga a antiga Igreja da Misericórdia, a antiga Casa dos Governadores, a cadeia e outros anexos. O complexo foi adaptado a Pousada entre 1982 e 2008.

O imóvel está situado no centro de Vila Nova de Cerveira junto à estação ferroviária e dispõe de uma vista privilegiada para o Rio Minho, que traça a fronteira natural com Espanha, que está do outro lado da margem.

Com a concessão do Castelo de Vila Nova de Cerveira passam a ser 11 os imóveis adjudicados ao abrigo do Programa Revive, o que representa um investimento de 103 milhões de euros.

A Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, referiu: “A conclusão do concurso do Castelo de Vila Nova de Cerveira é uma excelente notícia para a requalificação e valorização deste espaço extraordinário e para a criação de alojamento que responda à procura crescente no Alto Minho. A recuperação deste imóvel com 700 anos de história será um importante fator de geração de riqueza e de criação de emprego e comprova a importância do Revive na recuperação do nosso património público”.

A Secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, sublinhou: “A importância deste passo para a preservação e dinamização do património cultural português, peça chave da nossa identidade histórica, mas igualmente desafiante para o futuro de todos nós. O Castelo de Vila Nova de Cerveira deve convocar-nos para o compromisso efetivo de devolvermos o património às pessoas, dinamizando-o com a criação, também nestes espaços, de mais e melhor oferta cultural para os cidadãos”.

Até a esta data já foram lançados concursos relativos a 19 imóveis no âmbito do Revive. Atualmente, estão abertos os concursos para a concessão do Mosteiro de Lorvão, em Penacova, do Forte da Ínsua, em Caminha, do Mosteiro de São Salvador de Travanca, em Amarante, e do Paço Real de Caxias, em Oeiras.

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