Cientista português distinguido nos EUA por biofabricação de tecidos humanos

Pedro Costa, doutorado pela Universidade do Minho, e investigador na Universidade de Utrecht, na Holanda, foi distinguido nos EUA com o ‘Prémio de Jovem Cientista’ pela investigação em biofabricação de órgãos e tecidos humanos.

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Cientista português distinguido nos EUA por biofabricação de tecidos humanos
Cientista português distinguido nos EUA por biofabricação de tecidos humanos. Foto: © DR

O investigador Pedro Costa, doutorado em Engenharia Biomédica pela Universidade do Minho (UMinho), foi recentemente galardoado com o ‘Prémio de Jovem Cientista’ em Winston-Salem, nos Estados Unidos da América (EUA), pelo seu trabalho em biofabricação de órgãos e tecidos humanos.

O Prémio de Jovem Cientista foi atribuído pela Sociedade Internacional para a Biofabricação, numa conferência anual que juntou cerca de 400 especialistas de todo o mundo. Um prémio que tem como objetivo destacar o trabalho científico que é desenvolvido em biofabricação de tecidos.

De acordo com nota da UMinho, Pedro Costa, atualmente investigador na Universidade de Utrecht, na Holanda, tem vindo a trabalhar principalmente no desenvolvimento de modelos de tecidos humanos, também chamados ‘tecidos-em-chips’ ou ‘órgãos-em-chips’.

O trabalho de Pedro Costa envolve a reprodução ‘simplificada’ de tecidos e órgãos como o fígado, o rim, o osso, a cartilagem, entre outros. Os modelos, incorporados em pequenos dispositivos (chips), poderão vir a ser usados na descoberta de fármacos, substituindo os estudos efetuados em animais.

Pedro Costa, esclarece, citado no comunicado da UMinho, que os dispositivos “podem ser expostos a grandes variedades de moléculas, com o objetivo de identificar os tratamentos mais eficazes no combate a variadas doenças que afetam drasticamente a qualidade de vida de milhões de pessoas no mundo, tais como doenças do foro cardiovascular, musculosquelético ou cancro”.

O investigador português que trabalhou durante oito anos no Grupo 3B’s da UMinho, a desenvolver métodos e tecnologias que agora se encontram patenteados, referiu: “Nos últimos anos tive a sorte de conhecer profissionais extraordinários que generosamente se dispuseram a ajudar-me, como no Grupo 3B’s da UMinho, berço da minha carreira científica”.

“Este galardão deixou-me extremamente orgulhoso e ainda mais entusiasmado para continuar a apostar em novas ideias e a trabalhar intensivamente”, afirmou Pedro Costa.

Mas não é a primeira vez que o cientista é reconhecido pelo seu trabalho, pois, entre diversas distinções que já recebeu, conta-se o ‘Prémio de Investigação Translacional’ e o ‘Prémio Europeu de Doutoramento’, ambos pela Sociedade Europeia de Biomateriais (ESB, sigla em inglês).

Com apenas 34 anos de idade, Pedro Costa, Já submeteu seis pedidos de patentes, é autor e coautor de dezenas de artigos científicos, comunicações e capítulos de livros, e tem sido várias vezes convidado como orador em conferências internacionais.

A colaboração com instituições e empresas de renome internacionais, como o Institute of Health and Biomedical Innovation, na Austrália, a Universidade de Stanford, nos EUA e a Materialize NV, na Bélgica, passaram a ser frequentes.

Pedro Costa coordena também um mestrado em Biofabricação e uma unidade de investigação da área na Universidade de Utrecht. É vice-presidente do comité para a comercialização, regulação e empreendedorismo na Sociedade Internacional de Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa (TERMIS) e representa os jovens cientistas da Holanda na ESB.

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