Convento de São Francisco de Real, em Braga, vai ser requalificado

Convento de São Francisco de Real já possui projeto de Conservação, Valorização e Promoção. Um acordo entre a Câmara Municipal de Braga, proprietária do convento, a UMinho, a DRCN e a Paróquia de Real, vai permitir avançar com o projeto.

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Convento de São Francisco de Real, em Braga, vai ser requalificado
Convento de São Francisco de Real, em Braga, vai ser requalificado. Foto: DR

A Universidade do Minho (UMinho) elaborou o projeto de “Conservação, Valorização e Promoção do Convento de São Francisco de Real, Braga”. Com o projeto o Município de Braga, proprietário do imóvel, vai apresentar o mesmo a financiamento ao Programa Operacional Regional do Norte (Norte 2020).

O objetivo do Município de Braga é tornar o conjunto monumental num polo de atração turística e cultural de âmbito regional, nacional e internacional, e o projeto reforça o impacto positivo da UMinho na sociedade e no território, consolidando a sua forte aposta na inovação social e cultural.

Para garantir a recuperação do Convento de São Francisco de Real é assinado um acordo entre a Universidade do Minho, a Câmara Municipal de Braga, a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) e a Paróquia de Real. O acordo quadripartido vai permitir “promover o valioso património constituído pelos três edifícios, que corporizam um conjunto com elevado potencial para o desenvolvimento do turismo cultural e religioso, que responde às expetativas da sociedade e ao desafio de valorizar os recursos endógenos das regiões e do país”.

Após a recuperação do Convento de S. Francisco, a UMinho vai ficar responsável pela gestão da sua visita, que será integrada num circuito único, onde se incluiu o Mausoléu de S. Frutuoso, Monumento Nacional desde 1944 e da Igreja de S. Francisco de Real, que integra como bens móveis classificados o Cadeiral Seiscentista do coro alto e o Relicário da Sacristia.

A requalificação deste património vai potenciar a sua fruição pelos visitantes e estará devidamente alinhada com a estratégia regional e nacional de desenvolvimento turístico, designadamente ao nível da sua integração nas redes de turismo cultural e religioso.

A UMinho lembra que entre 2013 e 2017 realizou, “através da sua Unidade de Arqueologia, vários trabalhos de escavação, indispensáveis para informar o projeto de reabilitação do Convento, realizado pela Escola de Arquitetura, tendo assegurado também a contenção do edifício, que ameaçava ruína, garantindo a sua estabilidade até que o restauro seja concluído”.

Após a requalificação do local, considera-se que este possa assumir-se como um conjunto monumental com forte potencial turístico, integrando redes e itinerários locais, regionais, nacionais e internacionais do património.

A UMinho considera que “os impactos positivos que a investigação, conservação e valorização deste património singular irão traduzir-se num forte impacto para a região Norte do país, elevando o reconhecimento da cidade de Braga como cidade de referência pelos padrões europeus e internacionais, afirmando-a como destino cultural e turístico de excelência”.

“A valorização conjunta do Convento e da Igreja ajudará a consolidar ainda mais a importância do Mausoléu de S. Frutuoso, que constituiu um importante ativo monumental de Braga, possuindo um elevado e internacionalmente reconhecido valor histórico-cultural, científico, arqueológico e arquitetónico”, indicou a UMinho em comunicado.

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