Cuidados Paliativos com campanha em outubro

Cuidados Paliativos não são cuidados de fim de vida mas integrantes no processo de cura e tratamento de uma doença, desde o diagnóstico, alerta Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos. Um alerta no âmbito do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos a 13 de outubro.

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Cuidados Paliativos com campanha em outubro
Cuidados Paliativos com campanha em outubro. Foto: Rosa Pinto

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) lança a Campanha de SensibilizaçãoVamos continuar a escrever esta história”. A iniciativa tem como objetivo informar e consciencializar para a importância dos cuidados paliativos no reforço e garantia da dignidade humana durante o processo de doença, e em especial para a desmistificação dos cuidados paliativos e dos cuidados paliativos pediátricos como cuidados de fim de vida.

Uma campanha que pretende elucidar sobre o verdadeiro sentido dos cuidados paliativos na prevenção e alívio do sofrimento, promovendo a melhor qualidade de vida possível para a pessoa e a criança doente e para sua família, e ainda reconhecer a importância dos cuidadores no processo de doença crónica, complexa e limitante.

A campanha de sensibilização é justificada face aos dados sobre os cuidados paliativos em Portugal:

Por ano, cerca de 89 mil pessoas necessitam de cuidados paliativos no país;

Cerca de 50% das pessoas referenciadas acabam por morrer sem terem acesso aos respetivos cuidados;

O país continua a ter apenas uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por cada 590 mil habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para a existência de uma por cada 100 mil habitantes;

Existem em Portugal pelo menos 6.000 crianças e jovens com necessidades paliativas e os centros de referenciação encontram-se essencialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto;

Os cuidados paliativos pediátricos e as áreas de referenciação existentes são ainda insuficientes face à necessidade.

Para a APCP é errado pensar que cuidados paliativos só devem ser aplicados na fase terminal de um doente. Os cuidados paliativos devem ser parte integrante no processo de cura e tratamento de uma doença, desde o seu diagnóstico.

“Estes cuidados asseguram, para além do cuidado em saúde, estabilidade familiar, social e espiritual. Quando admitimos a necessidade de cuidados paliativos não estamos a desistir da pessoa nem do processo de cura, mas estamos a minimizar o sofrimento, a vários níveis, provocados pela doença”, explicou Duarte Soares, Presidente da APCP, citado em comunicado.

A APCP vai, no âmbito da Campanha, realizar várias iniciativas: o IX Congresso Nacional de Cuidados Paliativos, a ter lugar, de 25 e 27 de outubro, na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto; um peditório público a decorrer nas Farmácias Holon, de 15 de outubro a 30 de novembro; e a venda de uma mascote, o porta-chaves Palis, por 5 euros, em vários pontos do país, nomeadamente em 124 Farmácias Holon e no Centro Comercial Dolce Vita, em Lisboa, no Espaço Solidário, entre os dias 4 e 7 de outubro, e ainda via online através do site institucional da APCP – http://www.apcp.com.pt.

“As ações propostas para esta Campanha estão de acordo com o lema internacional “BECAUSE I MATTER”, ou seja, têm como principal objetivo colocar a pessoa doente no centro do cuidado.

Cuidados Paliativos com campanha em outubro
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