De Lisboa para Paris viajou a exposição ‘VIRAL’

A exposição ‘VIRAL’ que esteve cerca de 11 meses no Pavilhão do Conhecimento está agora no Palais de la Découverte. A exposição é o resultado de uma parceria entre os centros de ciência de Portugal, França e Finlândia.

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De Lisboa para Paris viajou a exposição ‘VIRAL’
De Lisboa para Paris viajou a exposição ‘VIRAL’. Foto: © Ciência Viva

Dia 18 de outubro abre ao público no Palais de la Découverte, em Paris, a exposição ‘VIRAL’. A exposição vai estar na Capital francesa até dia 27 de agosto de 2017. A ‘VIRAL’ foi concebida e produzida pela Agência Ciência VivaPavilhão do Conhecimento, em coprodução com Universience, instituição francesa que promove a cultura científica e técnica e o Centro de Ciência Eureka, em Helsínquia, na Finlândia.

A ‘VIRAL’ é uma exposição interativa que explica o que é o contágio, como acontece e o seu impacto recorrendo à biologia, epidemiologia, saúde pública, ciência das redes, psicologia e ciências sociais.

Na apresentação da exposição, o Palais de la Découverte refere que ‘quem diz contagio, diz na maioria das vezes vírus, bactérias e doenças’, mas a saúde não é o único domínio onde o processo se desenvolve, se ativa e se propaga. A exposição leva o visitante para as condições necessárias ao fenómeno da contaminação, ou seja, a transmissão dum agente, seja ele um vírus, uma bactéria, uma emoção, uma ideia ou um comportamento de uma pessoa a outra, numa rede social, por um contacto adequado.

A exposição está organizada em três partes: O que é o contágio? A diversidade do contágio e nós somos contagiosos. A primeira parte da exposição detalha o conceito de contágio na sua forma mais familiar: biológico. O mundo do infinitamente pequeno é examinado sob uma lupa gigante e o visitante está imerso no mundo misterioso de doenças infeciosas. Ao longo da exposição os visitantes vão descobrindo o que é uma epidemia e como pode ser controlada.

As doenças podem ser transmitidas, mas na segunda parte os visitantes têm a oportunidade de explorar cada especto de contágio, o emocional, o comportamental, o social e o financeiro.

Na terceira parte aborda o papel desempenhado pelas pessoas no processo de contaminação. O visitante pode medir quantos microrganismos transporta e por fim, cada indivíduo pode expressar opiniões e pontos de vista que se espalham e o levam a descobrir que o contágio também pode afetar o processamento de dados, a matemática, as geociências, a química e até a astronomia.

Os visitantes podem testar os grandes conceitos a partir de dispositivos e questionários interativos, o conhecimento sobre a prevenção e o tratamento da doença. Por fim, o visitante chega ao contágio ‘social’, como é o caso do riso, a empatia ou o bocejar.

Na inauguração da exposição que decorreu no dia 16 de outubro, pelas 10h30, no Palais de la Découverte, esteve presente o Secretário de Estado do Ensino Superior e da Investigação francês, Thierry Mandon, a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior portuguesa, Maria Fernanda Rollo, bem como a Presidente da Agência Ciência Viva, Rosalia Vargas.

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