Desempregados com ensino superior vão ter formação em competências digitais

Instituto do Emprego e Formação Profissional e Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos lançam Parceria Competências Digitais +. O objetivo formar em competências digitais os diplomados do ensino superior desempregados.

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Desempregados com ensino superior vão ter formação em competências digitais
Desempregados com ensino superior vão ter formação em competências digitais. Foto: Rosa Pinto

No âmbito da criação e promoção de Redes Regionais de Formação e Especialização Digital, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) lançaram a Parceria Competências Digitais +.

A iniciativa consiste num programa de formação em tecnologias da informação destinado a desempregados com formação superior. O programa é através de acordos de cooperação entre o IEFP e os Institutos Politécnicos, e com a participação de empresas da área digital.

No lançamento da iniciativa de parceria foram assinados, hoje, os primeiros seis protocolos de cooperação entre Politécnicos e o IEFP para dinamizar as Redes:

Oeste: coordenada pelo Instituto Politécnico de Leiria;

Cávado e Ave: coordenada pelo Instituto Politécnico do Cávado e Ave;

Nordeste Transmontano: coordenada pelo Instituto Politécnico de Bragança;

Castelo Branco: coordenada pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco;

Setúbal-Palmela: coordenada pelo Instituto Politécnico de Setúbal;

Viseu: coordenada pelo Instituto Politécnico de Viseu.

A Parceria Competências Digitais + vai abranger 1.500 desempregados com formação superior, inscritos nos serviços de emprego, a beneficiar ou não de subsídio de desemprego. Para o desenvolvimento da formação o financiamento global por parte do IEFP é de 3,5 milhões de euros até final de 2019. Uma dotação que permite abranger um conjunto de 14 Institutos Politécnicos.

Os desempregados com formação superior vão adquirir competências no domínio das Tecnologias da Informação e da Comunicação e Eletrónica (TICE), para reforçar a capacidade de empregabilidade e favorecer as possibilidades de entrada ou reentrada no mercado de trabalho.

A parceria vai “contribuir para a dinamização de Redes Regionais de Formação e Especialização Digital, reforçar as respostas de política pública numa área de formação estratégica, aumentar a capacidade instalada do país em competências digitais e responder às necessidades crescentes do mercado de trabalho em diferentes regiões, combatendo o desemprego entre diplomados.”

Para atingir os objetivos de maior empregabilidade “os percursos formativos são desenhados pelos Institutos Politécnicos com empresas de referência”, de forma a poder “responder a necessidades específicas do mercado de emprego local/regional.”

O alvo da iniciativa são os desempregados com qualificações de nível superior, mas que têm revelado “dificuldades de inserção no mercado de trabalho ou desajustamento de competências face às exigências da economia e do mercado de trabalho.”

Para favorecer as capacidades de empregabilidade a abordagem adotada envolve:

O desenvolvimento de novas competências, sobretudo em aspetos de transformação digital e reorientação de competências (re-skilling);

A especialização e aprofundamento de competências, incluindo formação especializada ao nível de pós-graduação (Up-skilling).

A primeira fase de arranque envolve, ainda em 2018, seis propostas de formação onde participam 341 formandos, num valor global de quase 1,3 milhões de euros.

A formação a promover inclui:

Análise de Dados;
Java.NET;
Desenvolvimento de aplicações Web/mobile com recurso a plataforma Low-code;
Desenvolvimento Mobile;
Desenvolvimento Web;
Fabricação Direta Digital;
Low-Code Developer;
Programação Informática;
Programação Web;
Transformação Digital Centrada nas Pessoas.

A iniciativa “enquadra-se no contexto da Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 – Portugal INCoDe.2030, que pretende posicionar Portugal no grupo de países europeus de topo em matéria de competências digitais num horizonte que se estende até 2030”, e no âmbito do “Programa de Modernização e Valorização do Ensino Politécnico e no alargamento de respostas para diplomados do ensino superior e em competências digitais no âmbito das políticas ativas de emprego e formação do IEFP.”

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