Desinfetantes para as mãos podem colocar em risco a visão das crianças

Optometristas alertam que o uso de desinfetantes por crianças pode colocar em perigo a visão destas. Há necessidade de informações nas escolas sobre os perigos para a visão, mas também nos dispensadores de álcool gel existentes nos estabelecimentos.

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Desinfetantes para as mãos podem colocar em risco a visão das crianças
Desinfetantes para as mãos podem colocar em risco a visão das crianças. Foto: © Rosa Pinto

Numa altura em que a pandemia de COVID-19 obriga a cuidados de higiene específicos é importante colocar sinalética e informação nas escolas e infantários, relativa aos riscos de complicações oculares, sobretudo nas crianças, devido ao contacto dos olhos com desinfetantes ou soluções alcoólicas para as mãos. Há também necessidade de precauções extraordinárias no manuseamento dos desinfetantes por crianças, alerta a Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO).

“Neste arranque de ano letivo vários Optometristas têm reportado a ocorrência de incidentes oculares, requerendo referenciação para atendimento urgente hospitalar, envolvendo contacto entre o desinfetante ou soluções alcoólicas para as mãos e os olhos em crianças. Destes incidentes resultaram irritações na córnea e conjuntiva, com perturbação da visão” referiu Raúl de Sousa, presidente da APLO.

Atualmente encontram-se dispensadores de álcool gel nos estabelecimentos escolares, comerciais e outros, mas os mesmos não possuem qualquer advertência para o perigo do contacto com os olhos.

Muitos dos dispensadores de álcool gel são colocados numa posição para utilização por adultos, que corresponde à altura normal de uma criança de oito anos, e, neste caso, uma ejeção de desinfetante pode atingir os olhos e os anexos oculares.

Para a APLO a utilização destes produtos deve ser feita com cuidado e as crianças, que têm o hábito de tocar mais frequentemente nos olhos, devem ser sensibilizadas para esta questão. Nas escolas e infantários deve existir informação infográfica que as alerte para o problema, complementada por esclarecimentos por parte dos pais e professores.

A APLO indicou em comunicado que vai enviar à Direção-Geral da Saúde um conjunto de indicações que designa de “recomendações”, mas entretanto pretende “advertir a população para adotar procedimentos a fim de evitar as referidas situações. Em caso de contato destes produtos com os olhos, a primeira medida deve passar imediatamente por lavar a região com água em abundância, contactar o SNS 24 e procurar um profissional de saúde para avaliar a gravidade da lesão”.

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