Dia Mundial da Meteorologia de 2019 destaca “o sol, a terra e o tempo”

CentroAdapt, centro de vanguarda em adaptações às alterações climáticas, assinala o Dia Mundial da Meteorologia, 23 de março, alertando que na segunda metade do século XIX, as temperaturas médias aumentaram cerca de 1° C, levando a alguns desequilíbrios.

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Dia Mundial da Meteorologia de 2019 destaca “o sol, a terra e o tempo”
Dia Mundial da Meteorologia de 2019 destaca “o sol, a terra e o tempo”. Foto: © Rosa Pinto

Este ano, subordinado ao tema “o Sol, a Terra e o Tempo”, o Dia Mundial da Meteorologia destaca a importância do Sol enquanto fonte de energia que alimenta toda a vida na terra. O Sol fornece a energia que alimenta toda a vida na terra, influenciando o clima, as correntes oceânicas e o ciclo hidrológico.

A quase 150 milhões de quilómetros da terra, o Sol encontra-se no centro do sistema solar, mantendo o planeta aquecido o suficiente para permitir vida no planeta terra, mantendo-se em equilíbrio quando emite a mesma quantidade de energia solar que absorve. No entanto, desde o início da era industrial, na segunda metade do século XIX, as temperaturas médias aumentaram cerca de 1° C, levando a alguns desequilíbrios.

A mudança climática tem vindo a ocorrer a uma velocidade maior que aquela que resulta do movimento normal da terra em redor do sol dificultando a adaptação dos ecossistemas. Face aos desafios futuros impostos pelas mudanças climáticas, o CentroAdapt tem vindo a assumir o papel de facilitador de informação entre muitas outras organizações, e com o objetivo de estimular a definição de alternativas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

Para João Carlos Marques, responsável pelo CentroAdapt, “as alterações climáticas constituem uma ameaça global para os ecossistemas naturais e humanos a nível ambiental, social e económico”, pelo que “implementar estratégias concertadas e sustentáveis para mitigar os seus efeitos e potenciar a adaptação a um clima em mudança, constitui uma prioridade a curto prazo”.

Dados de medições feitas por satélite, nos últimos 30 anos, mostram que a produção de energia do Sol não aumentou e que o aquecimento recente observado na terra não pode ser atribuído a mudanças na atividade solar. Os cientistas apontam que o aumento das temperaturas deve-se, sobretudo, ao chamado efeito estufa.

As concentrações de dióxido de carbono continuam a subir e desde 1990 e os cientistas indicam que terá havido um aumento de 41% do aquecimento global. Se a tendência atual das concentrações de gases de efeito estufa continuar, os cientistas preveem aumentos de temperatura de 3° C a 5° C até o final do século, um aumento acima da meta definida no Acordo de Paris da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Este acordo prevê manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2° C e o mais próximo possível de 1,5° C.

Criado com o objetivo de promover o aumento da capacidade de inovação das empresas e entidades face às alterações climáticas, o CentroAdapt tem vindo a desenvolver ações de sensibilização e networking entre os mais diversos agentes socioeconómicos, com vista a consciencializar empresas e entidades para as adaptações às alterações climáticas.

O CentroAdapt é coordenado pelo Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE-UC) e tem como parceiros o Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Engenharia Estrutural (ISISE), a Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI) e o Centro de Informática e Sistemas (CISUC) – centros de investigação ligados à Universidade de Coimbra (líder de consórcio).

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