Dias da Música em Belém

Concerto de abertura dos Dias da Música em Belém estabeleceu a ligação ao tema deste ano dedicado às Letras da Música. A Orquestra Sinfónica Metropolitana de Lisboa interpretou partes da banda sonora dos filmes de Sergei Eisenstein, ‘Ivan, o Terrível’.

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Centro Cultural de Belém
Centro Cultural de Belém. Foto: Rosa Pinto

Começou o maior festival de música clássica em Portugal, e começou de forma impressionante, com a interpretação magistral pela Orquestra Sinfónica Metropolitana de Lisboa (OML) de partes da banda sonora dos filmes de Sergei Eisenstein, ‘Ivan, o Terrível’, do compositor Serguei Prokofiev, em versão Oratória de Abram Stasevich.

O concerto de abertura dos Dias da Música no grande auditório do Centro Cultural de Belém da Orquestra Sinfónica Metropolitana de Lisboa dirigida pelo maestro MyKola Diadiura e Coro da Fundação Princesa das Astúrias dirigido pelo maestro José Esteban Garcia Miranda teve como meio-soprano Larissa Savchenko, baixo Wojtek Gierlach e na narração Miguel Moreira.

O formato Oratória de Abram Stasevich estreou em moscovo em 1961 e deu agora mote de abertura para o tema deste ano dos Dias da Música, ‘As Letras da Música’. A descrição verbal permitiu desencadear a ligação da ação fílmica ao ambiente cénico em que a música de forma dominante desenvolveu as emoções e os ritmos duma narrativa de grandezas e dramas de que foi a vida de primeiro czar de toda a Rússia, Ivan, o Terrível.

Miguel Moreira, da letra faz descrição na linha do tempo dos acontecimentos, tempos históricos mas tornados presentes por Larissa Savchenko, e Wojtek Gierlach, contextualizados ao ambiente pelo coro espanhol, e estabelecida a ação dramática pela música de Serguei Prokofiev, na interpretação pela OML.

Tal como nos filmes de Sergei Eisenstein a música marcou o ritmo da ação e estabeleceu com os planos das imagens uma teoria de montagem narrativa. O concerto de 28 de abril no CCB definiu o que irão ser os dias 29 e 30 de abril no CCB, de música e de letras, mas sobretudo estabeleceu uma teoria para ritmos de emoções que se esperam para os mais de 50 concertos.

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