Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e a necessidade de atividade física

No Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica diversas entidades nacionais ligadas à área respiratória lançam campanha de sensibilização para a doença. A campanha assenta num hino que apela aos doentes para que façam atividades físicas.

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Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e a necessidade de atividade física
Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e a necessidade de atividade física. Foto: DR

‘O que é que já fez hoje’ é o novo hino da campanha de sensibilização de doentes e profissionais de saúde sobre a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Um hino que assinala, hoje, 18 de novembro, o Dia Mundial da DPOC e desafia doentes a mexerem-se.

Passear o cão, ir buscar o correio, fazer uma caminhada e ir até ao supermercado, são algumas das atividades que as pessoas que vivem com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica podem e devem realizar no seu dia-a-dia.

A mensagem que a campanha pretende transmitir surge em forma de música, para apelar aos doentes para atividade física e mesmo para dançar. O hino junta as principais entidades nacionais na área respiratória, e tem o apoio da Menarini Portugal, para sensibilizar os doentes e profissionais de saúde para um problema que afeta cerca de 800 mil pessoas em Portugal.

“O que é que já fez hoje?” A questão surge repetida na música que reforça a importância, e necessidade da prática de atividade de atividade física regular pelos doentes, que pode passar apenas por uma caminhada ou por uma ida ao supermercado, atividade esta que reduz as admissões hospitalares e a mortalidade.

“Os doentes têm todos de fazer medicação, que é essencial para o controlo da sua doença, mas sabemos que, de todos os doentes, aqueles que fazem medicação e exercício físico, ou seja, que fazem as duas coisas, têm muito melhor prognóstico e muito menor morbilidade, assim como menor mortalidade”, esclareceu José Alves, médico pneumologista e presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão.

O pneumologista acrescentou: “É muito importante, por isso, que não se esqueçam que têm de fazer exercício e que este exercício é fundamental para a sua qualidade de vida”.

Paula Pinto, médica pneumologista e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, lembrou: “Muitas vezes, os doentes conformam-se com as suas limitações e acabam por se render a elas, receando fazer mais. Perguntar-lhes o que fizeram hoje permite não só perceber se têm a sua DPOC controlada, mas também serve de incentivo para manterem uma atividade física regular”.

Isabel Saraiva, presidente da Respira, acrescentou: “Há que questionar os doentes, que podem não valorizar os seus sintomas, perceber qual é a sua rotina e se, de facto, a sua qualidade de vida está aquém do que um tratamento adequado e um estilo de vida ativo poderiam proporcionar”.

Este ano, o Dia Mundial da DPOC partilha a importância de ‘Viver bem com a DPOC – Todos, em todo o lado’, uma mensagem definida pela Iniciativa Global para a DPOC (GOLD). A DPOC é uma doença responsável por sintomas como falta de ar, expetoração e tosse. A doença afeta 300 milhões de pessoas em todo o mundo.

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica não tem cura mas pode ser tratada de forma que os doentes possam viver o melhor possível, através intervenções como a reabilitação pulmonar, a prática de atividade física e o bem-estar social e mental.

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