Elisabete Matos é a nova Diretora Artística do Teatro Nacional de São Carlos

Elisabete Matos acaba de ser nomeada para o cargo de Diretora Artística do Teatro Nacional de São Carlos, e vai suceder a Patrick Dickie. A nova diretora possui uma larga experiência internacional como soprano, como professora e diretora artística.

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Elisabete Matos é a nova Diretora Artística do Teatro Nacional de São Carlos
Elisabete Matos é a nova Diretora Artística do Teatro Nacional de São Carlos. Foto: © Rosa Pinto

Elisabete Matos acaba de ser nomeada para o cargo de Diretora Artística do Teatro Nacional de São Carlos, e a partir de 1 de outubro sucede a Patrick Dickie, a quem o Ministério da Cultura agradece o empenho e profissionalismo com que desempenhou as suas funções.

Com uma larga carreira internacional de 25 anos como soprano, Elisabete Matos atuou nos atuou nos mais importantes palcos mundiais. Desde 2014 que exerce a atividade de Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Artes Aplicadas e, desde 2017, o cargo de diretora Artística do Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães.

Percurso de Elisabete Matos

Elisabete Matos nasceu em Caldas das Taipas, Guimarães. Estudou canto e violino no Conservatório de Música de Braga. Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, mudou-se para Espanha, onde completou a sua formação.

Interpretou papéis wagnerianos como Isolda (Tristan und Isolde), Elisabeth (Tanhäuser), Elsa e Ortrud (Lohengrin), Freia (Das Rheingold), Sieglinde e Brünhilde (Die Walküre), Gutrune e Brünhilde (Götterdämmerung), Senta (Fliegenden Hollânder) e Irene de (Rienzi). De Verdi, interpretou Elisabetta di Vallois (Don Carlo), Violetta (La Traviata), Lisa (La Battaglia di Legnano), Amélia (Ballo in maschera), Abigaille (Nabucco), Lady Macbeth (Macbeth), Alice Ford (Falstaff), Amélia (Gustavo III) e Amélia (Simone Boccanegra). De Puccini, os papéis titulares de Turandot, Tosca, Suor Angelica, Minnie (La Fanciulla del West), Mimí (La Bohème), entre outros.

De outros compositores, interpretou Chimène de Le Cid (Massenet), La Voix de La Voix Humaine e Madame Lidoine de Les Dialogues de Carmelites, de (Poulenc), Zazà (Leoncavallo), Salud de La Vida Breve (Falla), Divinas Palabras (Garcia Abril), Margarita la Tornera (Chapí),Gaudi (J. Guinjoan), Katia Kabanova (Janaácek), Condessa de Capriccio e Elektra de (Strauss), Santuzza de Cavalleria Rusticana (Mascagni), Norma (Bellini),Iphigénie en Tauride (Gluck), La Gioconda (Ponchielli), Cassandre de Les Troyens (Berlioz) entre outros.

Frequentou as melhores salas de concertos mundiais, com um vasto repertório e com as melhores Orquestras.

Atuou no Metropolitan Opera House de Nova Iorque, Wiener Staatsoper, Deutche Oper Berlin, Teatro alla Scala em Milão, Washington Opera, Sttatsoper Hamburg, Avery Fisher Hall, Los Angeles Ópera, Teatro Nacional de São Carlos, Teatro Real de Madrid, Arena di Verona, Maggio Musicale Fiorentino, Gran Teatre del Liceu de Barcelona, The Israeli Opera, Teatro dell’Opera de Roma, Teatro La Fenice, em Veneza, Ópera Nacional du Rhin, San Carlo di Napoli, China NCPA Beijing, Teatro Regio di Torino, Opéra de Nice, Teatro Massimo Bellini de Catania, Theatre du Capitole de Toulouse, Teatro Municipal de Santiago de Chile, Odissey Opera Boston, Vlaamse Opera, Daegu International Opera, Opera de Lima, Teatro Vittorio Emmanuele di Messina, Festival di Macerata, Teatro Piccini di Bari, Festival da Madeira, dos Açores, de Sintra, do Estoril, Festival de Torre del Lago, Welsh National Opera, entre outros.

Foi dirigida por grandes maestros, entre os quais Lorin Maazel, James Conlon, Riccardo Muti, Zubin Metha, Valery Gergiev, Daniel Oren, Daniel Baremboin, Bruno Bartoletti e acompanhada por solistas como Plácido Domingo, José Carreras, Mariella Devia, Leo Nucci, Renato Bruson, Eva Marton, entre outros.

Gravou La Dolores, El Sombrero de Três Picos, Requiem de Suppé, Götterdämmerung, Das Rheingold, La Bataglia di Legnano, Le Cid, Les Troyens e o DVD Verdi Cento com os melhores cantores deste reportório.

Em 2000, foi galardoada com um Grammy pela gravação do papel titular de La Dolores, de Bretón, com Plácido Domingo, para a Decca.

Elisabete Matos recebeu as condecorações de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e de Grã-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, concedidas pela Presidência da República, foi galardoada com a Medalha de Ouro de Mérito Artístico da Cidade de Guimarães pela Câmara Municipal de Guimarães e distinguida com a Medalha de Mérito Cultural concedida pela Secretaria de Estado da Cultura em 2015.

Recebeu ainda a medalha de Filha Predileta da Vila de Caldas das Taipas, onde nasceu, a condecoração do Rotary Club de Caldas das Taipas e as medalhas de honra do Grémio Literário e da Sociedade Eça de Queirós.

Venceu vários prémios em concursos nacionais e internacionais, como o Concurso de Canto Luísa Todi, o Belvedere de Viena, Operália, entre outros. Recebeu também o prémio de final de curso Lola Rodriguez Aragón, o prémio Lyons da Lírica Italiana, o prémio Femina 2012 e o prémio Voz do Ano 2012.

Foi-lhe ainda atribuído, o prémio Maria Isabel Barren – Mulheres Criadoras de Cultura, iniciativa da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais do Ministério da Cultura.

É Professora Adjunta Convidada na ESART desde 2014 e, desde 2017, diretora Artística do Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães.

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