Engenharia Portuguesa em competição na ‘F1 in Schools’

Equipa de jovens portugueses e brasileiros vão disputar, na Malásia, a final da competição ‘F1 in Schools’. Os jovens portugueses responsáveis pela engenharia do veículo tiveram o envolvimento de especialistas e acesso aos laboratórios do INEGI.

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Elementos portugueses da equipa HedgeX que disputa a ‘F1 in Schools’ na Malásia.
Elementos portugueses da equipa HedgeX que disputa a ‘F1 in Schools’ na Malásia. Foto: DR

Uma equipa de três jovens portugueses e três jovens brasileiros, entre os 16 e os 19 anos, vão na Malásia participar na final da competição ‘F1 in Schools’. A competição mundial tem como objetivo construir um carro de Fórmula 1 em miniatura, recorrendo, sobretudo, a competências nas áreas da ciência, da tecnologia, da engenharia e da matemática.

A ‘F1 in Schools’ é considerada a maior competição multidisciplinar a nível mundial para estudantes, em que jovens de todo o mundo são desafiados a criarem a mais rápida miniatura de carro de Fórmula 1, com aproximadamente 20 centímetros de comprimento, propulsionado por uma garrafa de dióxido de carbono que, ao ser perfurada, faz com que o carro se desloque a grande velocidade.

As caraterísticas dos materiais são de extrema importância na construção do veículo e bem como as questões de engenharia e por isso os estudantes prepararam-se para o desafio com a colaboração do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial, o INEGI.

Luís Oliveira, especialista em Desenvolvimento de Produto e de Sistemas do INEGI referiu que a equipa luso-brasileira foi orientada “para alcançar otimizações que vão desde a seleção de materiais até ao processo mais conveniente de fabrico aditivo. Como resultado, potenciaram-se ganhos na qualidade da superfície das asas, assim como elevadas reduções no peso das peças. A combinação destes fatores, entre outros, permitiu obter um veículo com um peso global perto do mínimo regulamentar e com superfícies que potenciam os ganhos aerodinâmicos.”

Para Gustavo Carmo, um dos elementos da equipa luso-brasileira, a HedgeX, “o peso é o aspeto mais importante para ter o carro mais rápido, mas a aerodinâmica, que estivemos a estudar no INEGI, também é fundamental. Temos de conhecer bem os materiais, a sua densidade e resistência, para conseguirmos escolher os componentes onde podemos poupar peso”.

Outro dos aspetos que com a equipa HedgeX se viu confrontada foi com o projeto de engenharia, que neste caso, referiu Gustavo Carmo: “Sentimos que precisávamos do INEGI porque há questões de engenharia que não percebemos tão bem e aqui podemos esclarecer vários assuntos ao mesmo tempo, da aerodinâmica à impressão 3D”.

Miguel Marques, especialista em Aerodinâmica do INEGI, indicou que a equipa utilizou o Laboratório de Aerodinâmica e Calibração, do Instituto, para realizar ensaios aerodinâmicos no túnel de vento, o que lhe permitiu avaliar “o escoamento em torno do carro, com recurso a métodos visuais (linhas de fumo e tufo) ”, bem como medir “o coeficiente de arrasto da viatura para uma comparação com simulações numéricas de dinâmica de fluidos”. Informação considerada importante para perceber como integrar os resultados dos ensaios no desenvolvimento do carro.

A equipa HedgeX segue, hoje, 21 de setembro, para a Malásia para disputar a competição, a decorrer entre os dias 24 e 27 de setembro. A iniciativa ‘F1 in Schools’ foi criada em 1999 e tem o apoio da Federação Internacional do Automóvel. É disputada em mais de 40 países e atinge mais de 20 milhões de estudantes por todo o mundo, num evento que faz parte das atividades do ‘Grand Prix‘ que encerra a temporada da Fórmula 1.

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