Fadista Celeste Rodrigues morreu, uma perda para o Fado

Celeste Rodrigues morreu depois de uma vida dedicada ao Fado e à alegria de cantar. Uma inspiradora de fadistas lembra o Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes. A morte da fadista é uma perda para a cultura portuguesa.

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Fadista Celeste Rodrigues
Fadista Celeste Rodrigues. Foto: akaTolan/CC BY 2.0-Wikimedia

A fadista Celeste Rodrigues começou a cantar aos 22 anos depois de ter aceite o convite do empresário José Miguel, proprietário de várias casas de fado e teatros, indica nota do Gabinete do Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, em que o Ministro “lamenta profundamente a morte de Celeste Rodrigues.”

O empresário José Miguel ouviu o cantar Celeste Rodrigues, pela primeira vez, na Adega Mesquita no Bairro Alto, quando foi desafiada para uma desgarrada. Celeste Rodrigues “venceu a timidez e cantou, dando assim início a uma longa carreira dedicada ao fado”.

Ao longo da vida foi “deixando a sua marca e voz associadas ao fado castiço, ao fado de rua e às suas raízes”, e a sua interpretação marca também um período áureo do Fado.

Natural do Fundão, onde nasceu a 14 de março de 1923, Celeste Rodrigues era dotada de uma rara capacidade de interpretação tendo sido uma das primeiras fadistas, em finais da década de 1950, a atuar na RTP, ainda durante o período experimental da televisão pública.

A voz do fado de Celeste Rodrigues ouviu-se em várias casas de fados, como o Café Casablanca de José Miguel, Café Latino, Marialvas ou a Adega Machado, e do seu repertório destacam-se temas como o “Fado das Queixas” e “A Lenda das Algas”.

Em 2005, veio a participar no espetáculo “Cabelo Branco é Saudade” do encenador Ricardo Pais, na altura diretor do Teatro Nacional de São João, no Porto, onde esteve ao lado de Argentina Santos, Alcindo Carvalho e Ricardo Ribeiro, um espetáculo que fez digressão europeia.

Em 2007 a fadista “aliou os fados tradicionais aos autores contemporâneos”, no álbum “Fado Celeste” com letras de autores como Helder Moutinho, José Luís Gordo e Tiago Torres da Silva.

O Ministro da Cultura lembra “a fadista para quem cantar era uma alegria”, uma intérprete que “inspirou gerações de artistas com o seu talento e dedicação.”

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