Falta de residências para estudantes no Porto atrai investidores

Crescente número de estudantes estrangeiros no ensino superior no Porto e a escassez de alojamento tornam o mercado de residências apetecível a investidores. Predibisa divulga que há previsão de 1400 quartos até 2020.

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Falta de residências para estudantes no Porto atrai investidores
Falta de residências para estudantes no Porto atrai investidores. Foto: Rosa Pinto

O número de estrangeiros no ensino superior no Porto subiu cerca de 5% entre 2012 e 2017, indicam dados do INE, e “nada aponta para que esta tendência se inverta”, referiu João Leite Castro, diretor do departamento Corporate da Predibisa, consultora imobiliária especializada da região norte do país.

A dinâmica atrativa da cidade do Porto levou a uma escassez de alojamentos para os estudantes estrageiros mas também para portugueses que de outras regiões do país se deslocam para estudar no ensino superior portuense.

Agora o Porto começa a receber operadores especializados no segmento de alojamento para estudantes do ensino superior que apostam em novas residências de estudantes, investindo e explorando um mercado deficitário.

Os investimentos privados incluem “projetos com layouts muito bem desenhados, com instalações exclusivamente adaptadas ao público-alvo, estrategicamente localizadas, com condições e serviços muito especializados e acima da média, mas vocacionados em particular para estudantes deslocados”, referiu o especialista da Predibisa.

João Leite Castro indicou que em face das características das residências “as rendas mensais praticadas poderem chegar aos 600€”, e acrescentou: “Estão já previstos quatro novos projetos de residências privadas para estudantes no Porto, com cerca de 1.400 quartos e que deverão ficar prontos em 2019 e 2020.”

No âmbito da VI Semana da Reabilitação Urbana do Porto, João Leite Castro abordou o tema “Novas oportunidades na promoção residencial” indicando o aumento do alojamento local, está em linha com as previsões de crescimento de 10,5% no fluxo turístico, que pode atingir 12 milhões de passageiros no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, Porto.

O Porto está em transformação e modernização, e “o imobiliário está em alta e regista números recorde”. Para o especialista da Predibisa “o mercado imobiliário tem sofrido uma enorme evolução, com aumento da qualidade da nova construção e reabilitação das zonas históricas, que têm contribuído para a revitalização e uma visão sustentada do futuro cidade”.

No entanto torna-se necessário avaliar quais os novos segmentos de mercado e quais os formatos de habitação que a cidade exige? E quais as principais preocupações entre os investidores?

Dados de um estudo recente da Predibisa, que analisa o mercado do alojamento do Porto, indica que “se por um lado ainda há uma escassez de oferta de residências de estudantes no Porto, por outro lado o número de alojamentos locais e de unidades hoteleiras estão em grande expansão.”

O estudo mostra que “impulsionado pelo crescimento do turismo, grande parte da promoção imobiliária no centro histórico do Porto centra-se em casas T0 a T2, destinadas a alojamento local, onde se verifica mais de metade dos registos, ou seja, 70%”. A Predibisa indicou que “este ano as previsões são de que nesta zona prime os registos sejam 20% superiores face a 2017 e 32% nas restantes zonas do Porto.”

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