Fórum SIPPT 2026: reunião de especialista para afirmar a dor crónica como prioridade nacional nas políticas públicas

Fórum SIPPT 2026: reunião de especialista para afirmar a dor crónica como prioridade nacional nas políticas públicas
Fórum SIPPT 2026: reunião de especialista para afirmar a dor crónica como prioridade nacional nas políticas públicas.

A dor crónica vai ser debatida em reunião promovida pela SIP Portugal – Societal Impact of Pain, uma plataforma que integra associações de doentes, profissionais de saúde e entidades da sociedade civil empenhadas na redução do impacto social da dor.

Um debate integrante do Fórum SIPPT 2026 com o tema “Dor Crónica: Responsabilidade Partilhada, Resposta Integrada”, agendado para dia 29 de maio, entre as 14h30 e as 18h00, no auditório da Ordem do Médicos, em Lisboa.

Uma iniciativa que reunirá decisores políticos, entidades governamentais, reguladores, profissionais de saúde, parceiros sociais e associações de doentes, numa abordagem que se espera posicione a dor crónica como prioridade nacional nas agendas da saúde, do trabalho e das políticas públicas.

Para o Comité Executivo da SIP Portugal, “este Fórum constitui uma oportunidade particularmente relevante para mobilizar decisores e promover a construção de compromissos institucionais com impacto real na organização dos cuidados dirigidos às pessoas com dor crónica, bem como na sua proteção social e sustentabilidade socioeconómica”.

Entretanto, “apesar da sua magnitude, a dor crónica mantém-se subvalorizada nas estratégias nacionais de saúde em vigor, permanecendo uma realidade invisível que exige respostas políticas urgentes, para que Portugal esteja alinhado com as recomendações internacionais e assegure o direito ao alívio da dor”, constata o Comité Executivo.

O Fórum SIP Portugal 2026 indicou que pretende reforçar o reconhecimento político da dor crónica como uma prioridade nacional de saúde pública, promovendo simultaneamente o desenvolvimento de políticas integradas que articulem os domínios da saúde, do trabalho e da proteção social.

Como a iniciativa pretende dar voz às pessoas que vivem com dor crónica e às associações de doentes que as representam, valorizando a sua participação ativa na definição de respostas mais adequadas às suas necessidades.

Mas também procura estimular a cooperação entre decisores políticos, profissionais de saúde e sociedade civil, favorecendo a construção de soluções concertadas e sustentáveis para o impacto individual, social e económico da dor crónica.

Do programa do Fórum SIPPT 2026 fazem parte duas sessões temáticas:

A primeira, intitulada “Dor Crónica: Responsabilidade Partilhada e Implementação da ICD11”, que abordará a necessidade de reconhecer em Portugal a dor crónica como uma entidade clínica autónoma, enquadrada na 11.ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (ICD11) da Organização Mundial da Saúde (OMS), bem como os desafios e oportunidades associados à sua implementação nos sistemas de saúde.

A segunda sessão, subordinada ao tema “Resposta Integrada: Saúde, Trabalho e Direitos”, centrará a reflexão no impacto da dor crónica na vida laboral, nas questões relacionadas com a proteção social, requalificação laboral, incapacidade e participação ativa das pessoas que vivem com dor crónica na sociedade.

Como descreve a SIP Portugal a dor crónica tem maior prevalência em doenças musculoesqueléticas, reumatológicas, neurológicas e neuromusculares e pode manifestar-se em todas as idades. O impacto da dor crónica vai muito além do sofrimento físico e compromete a saúde mental, a vida familiar e a capacidade funcional, refletindo-se também em custos económicos e laborais significativos.

No quadro da sua missão de advocacy, a SIP Portugal indicou que tem vindo a desenvolver um trabalho de diálogo com diversos partidos políticos e entidades públicas de saúde, sensibilizando os decisores para a urgência de políticas estruturadas nesta área.