Grande Guerra e Epidemia do Século: 1918 em debate em Coimbra

Colóquio Internacional “Da Grande Guerra à Epidemia do Século. 1918: o ano de todas as (des)ilusões” aborda, em Coimbra, os contrastes entre celebrações de paz e uma dura realidade. Um ano que gerou ondas que ainda hoje se fazem sentir.

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Grande Guerra e Epidemia do Século: 1918 em debate em Coimbra
Grande Guerra e Epidemia do Século: 1918 em debate em Coimbra. Foto: Rosa Pinto

O Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX (CEIS20), da Universidade de Coimbra, promove no dia 7 de novembro de 2018, das 09h30 às 18h30, na Casa da Escrita em Coimbra, o Colóquio Internacional “Da Grande Guerra à Pandemia do Século. 1918: o ano de todas as (des)ilusões”.

O ano de 1918 surge cheio de contrastes, dada que “o Armistício assinado a 11 de novembro, que colocou fim à I Guerra Mundial, foi amplamente celebrado e selou a paz há muito desejada. Mas entreabriu as portas a uma realidade nunca antes vista: 10 milhões de mortos, 20 milhões de feridos, 6 milhões de prisioneiros e 10 milhões de refugiados em toda a Europa.”

O fim da I Guerra Mundial conduziu a vários Estados no Próximo Oriente, na sequência do acordo Sykes-Picot. As fronteiras dos novos Estados foram traçadas com pouca atenção às características étnicas, tribais, religiosas ou linguísticas. E “as ondas geradas, com alguns períodos de acalmia”, explicam-se por ambientes de situação que continuam a desassossegar-nos, caso da Palestina, Síria e Iraque (e Curdistão).

Uma época em que “a “Gripe Espanhola” atemorizou as populações e provocou milhões de mortos”, sendo, ainda hoje, considerada “um dos maiores desastres naturais da História da Humanidade.”

Em Portugal “o ano ficou marcado pela ascensão do governo autoritário de Sidónio Pais, pelo desastre de La Lys, assim como pela tragédia precoce da morte do músico António Fragoso, do pintor Amadeo de Sousa Cardozo e do poeta algarvio João Lúcio.”

Acontecimentos que o colóquio vai debater logo a partir da conferência de abertura proferida pelo historiador alemão Gerhard Hirschfeld da Universidade de Estugarda que aborda o legado histórico da Grande Guerra.

Ainda da parte da manhã do dia 7 de novembro, “o historiador Rui Bebiano irá identificar e analisar cinco processos, ocorridos durante o ano de 1918, que foram nucleares para a vitória e a afirmação da Revolução de Outubro 1918;”

Por sua vez o investigador José Luís Lima Garcia aborda a (re)discussão do Património Colonial Português, após o Final da Primeira Guerra Mundial, o historiador Julião Soares Sousa incide sobre as repercussões da Epidemia da Gripe nas Colónias Portuguesas de África, de 1918 a 1919; e a investigadora Ana Paula Pires analisa a Primeira Guerra Mundial em Moçambique: Encontros Culturais entre Civis e Militares.

Durante a parte da tarde, o historiador Fernando Rosas apresenta e debate o documentário “A Gripe Pneumónica: a Pandemia de 1918 a 1919”, para em mesa redonda, que contará com a presença de Francisco George, Armando Malheiro da Silva, Rui Vieira Nery, Marta Soares e Pedro Mexia, abordar a Tragédia e as Artes.

O colóquio encerra com o jornalista e comentador Nuno Rogeiro a falar sobre o seu último livro “O Nosso Avô Foi à Guerra. Diário de um combatente da Frente tombado na Flandres, de 1917 a 1918”.

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