Guia de Turismo Acessível de Lisboa já está disponível

Guia de Turismo Acessível, ‘Lisboa para Todos’, em formato de livro de bolso dispõe de versão em português e em inglês e compila informação sobre o que visitar em Lisboa e quais as condições de acessibilidade.

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uia de Turismo Acessível de Lisboa já está disponível
uia de Turismo Acessível de Lisboa já está disponível. Foto: Rosa Pinto

O Guia de Turismo Acessível de Lisboa é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa (CML) em parceria com a Associação de Turismo de Lisboa (ATL), e insere-se no Plano de Acessibilidade Pedonal da CML.

Com este Guia a CML pretende “ir ao encontro das necessidades de um público muito específico”, sobretudo “as pessoas que se deslocam em cadeira de rodas”.

O Guia é um instrumento para divulgar a oferta de Lisboa enquanto destino de turismo acessível, tendo capítulos sobre zonas a visitar, transportes e restaurantes, entre outros elementos importantes para as pessoas com deficiência.

Com o Guia de Turismo Acessível as pessoas podem aceder a informação que lhes permita preparar melhor uma visita a Lisboa com mais segurança e conforto na viagem.

Percursos pedonais, acessibilidades a jardins, miradouros, museus, hotéis e outros equipamentos, são devidamente descritos de modo a ajudar as pessoas com dificuldades de locomoção para que possam previamente saber as facilidades ou os eventuais condicionantes.

No que diz respeito aos percursos pedonais, o Guia descreve com pormenor as zonas de Belém, Praças e Ruas da baixa da cidade, nomeadamente o Terreiro do paço, bem como todo o espaço do Parque das Nações.

O Guia identifica restaurantes, cafés, equipamentos culturais, espaços verdes, miradouros e uma variedade de serviços aos quais pode aceder, e o grau de acessibilidade através do recurso a cores verde e laranja.

Para a elaboração do Guia foi feito um levantamento através de inquérito às entidades de forma a garantir determinados acessos e utilização de equipamentos, ou seja, a existência de rampas para carrinhos de bebé ou cadeiras de rodas, existência de casas de banho próprias para pessoas com mobilidade e respetivas condições.

Da análise ao Guia podemos constatar que são poucos os locais de acesso autónomo em cadeiras de rodas, exigindo quase sempre o auxílio de outra pessoa. O acesso a WC apenas se verifica, na maior parte, dentro de museus. Por exemplo, se estiver na Praça D. Pedro IV (Rossio), poderá recorrer ao WC do Teatro D. Maria II.

No Guia são assinalados Monumentos e Igrejas emblemáticas e com forte afluência turística, como é o caso da Igreja e Claustros do Mosteiro dos Jerónimos, onde é necessário um acompanhante para que a pessoa em cadeiras de rodas os possa visitar.

Mesmo o acesso ao novíssimo Museu dos Coches em Belém não dispõe de um acesso cómodo para que alguém em cadeiras de rodas o possa visitar. Uma pista com tapete adequado, como a usada nas ciclovias não existe, quer entre o parque de estacionamento e a entrada do Museu, quer entre o Museu e a Praça Afonso de Albuquerque.

O Guia assinala a Rua Augusta na baixa da cidade como apresentando dificuldades para a mobilidade autónoma em cadeira de rodas. Entre outros fatores para esta limitação, poderá ser a travessia das ruas perpendiculares que dificultam a mobilidade, bem como, o excesso de ocupação da Rua por mobiliário urbano, que invadiu todo o espaço.

A novíssima Avenida Ribeira das Naus apresenta também a indicação de necessidade de auxilio para a mobilidade em cadeiras de rodas. Assim, alguém que pretenda deslocar-se entre o Terreiro do Paço e a Praça Duque da Terceira não o poderá fazer facilmente sem ajuda, durante parte do percurso.

O Guia agora disponível também assinala o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, 3 de dezembro. Um Guia que abrange, para além da informação detalhada sobre Lisboa, percursos em Sintra, Cascais, Óbidos, Nazaré, Batalha, Alcobaça e Fátima.

O Guia pode ser um contributo importante para que a Câmara Municipal, técnicos de arquitetura e engenharia, entidades culturais e privadas, como é o caso de cafés e restaurantes, possam impulsionar uma nova dinâmica na disponibilidade de condições que tornem a cidade num espaço cada vez mais amigo das pessoas com mobilidade reduzida.

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