Há centenas de professores não vacinados contra a COVID-19, alerta sindicato

Sindicato Independente de Professores e Educadores alerta que continuam por vacinar contra a COVID-19 centenas de professores, e que muitos são do primeiro ciclo. O SIPE pede que equipas da Task Force se desloquem às escolas para a vacinação dos professores.

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Há centenas de professores não vacinados contra a COVID-19, alerta sindicato
Há centenas de professores não vacinados contra a COVID-19, alerta sindicato. Foto: © Rosa Pinto

O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) indica, em comunicado, que contactou a Direção Geral da Saúde (DGS) e o Ministério da Educação a alertar que há centenas de professores que ainda não tinham sido vacinados contra a COVID-19.

Os professores não foram chamados para serem vacinados, pelo que ou foram excluídos ou esquecidos, mesmo depois de já terem reportado á situação às direções dos respetivos agrupamentos. Muitos desses professores continuam a aguardar uma chamada para a vacinação. Alguns dos professores são, inclusive, docentes do primeiro ciclo, os quais deveriam ser vacinados em primeiro lugar, dada a sua maior exposição ao risco de contraírem a doença relacionada com o facto das crianças nestas idades não serem obrigadas a usar máscara.

Em face da situação de urgência de imunizar a comunidade escolar e salvaguardar a integridade dos docentes face ao risco, o SIPE pede que a Task Force de vacinação destaque equipas de vacinação para se deslocarem às escolas onde há professores ainda para serem foram vacinados.

“Sucedem-se os casos de professores que nos contactam a dizer que ainda não foram vacinados e que não obtiveram ainda qualquer resposta após terem informado as direções dos respetivos agrupamentos, que por sua vez informaram o Ministério da Saúde”, refere Júlia Azevedo, presidente do SIPE.

A dirigente sindical salienta que “muitos desses professores são, inclusive, do primeiro ciclo, que, de acordo com o que foi revelado pela Tutela, seriam os primeiros a serem vacinados, juntamente com os docentes do pré-escolar, que foram os primeiros a regressar às aulas em formato presencial”.

Júlia Azevedo refere: “Em certos casos, falamos de docentes de educação especial, intervenção precoce e acolhimento, que, grande parte das vezes, não conseguem evitar contactos de risco com os seus alunos, além de docentes e não docentes com doenças de risco que se têm mantido a trabalhar, o que acarreta riscos que não podem ser ignorados ou negligenciados”.

Para o SIPE a inexistência de qualquer resposta por parte dos Serviços de Saúde aos Agrupamentos de Escolas, impõe uma atuação célere, urgente e eficaz, e exige que o Ministério da Educação, diligencie “no sentido de apurar quantos agrupamentos e, por inerência, quantos docentes se encontram por vacinar, para, em articulação com a Task Force, do Ministério da Saúde, resolver a situação”.

O Sindicato considera que o direito à proteção da saúde no trabalho é um direito fundamental, que está a ser posto em causa, em especial no caso do pessoal docente e não docente, já que trabalham em contacto direto com centenas de alunos, com a retoma do ensino presencial.

O SIPE recorda que o primeiro momento de vacinação de pessoal das escolas decorreu no fim-de-semana de 27 e 28 de março, em que foram vacinados mais de 60 mil docentes e não docentes do ensino pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino público e privado, definidos como prioritários. Mas nos fins-de-semana seguintes, verificaram-se milhares de casos de docentes destes grupos que não teriam sido vacinados.

O sindicato indica que após vários meses desde o início da implementação do programa de vacinação, muitas destas falhas continuam a persistir, já que muitos docentes continuam excluídos, sem qualquer contacto por parte das entidades competentes, e sem conseguirem socorrer-se das instituições escolares, que também não têm informações.

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