Herança colonial dos países europeus em debate

Goethe-Institut promove ciclo de cinema e debates sobre a “descolonização do pensamento”. “Reimaginar o arquivo pós-colonial”, de 24 a 27 de setembro, na Culturgest, em Lisboa, para abordar a questão da herança colonial dos países europeus.

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Herança colonial dos países europeus em debate
Herança colonial dos países europeus em debate. Foto: © TVEuropa

A programação cultural do Goethe-Institut Portugal regressa em setembro fora de portas, com um ciclo de cinema e debates “Tudo passa, exceto o passado: Reimaginar o arquivo pós-colonial”, tem lugar de 24 a 27 de setembro, na Culturgest. A iniciativa é do Goethe-Institut Portugal em parceria com a Culturgest e com a colaboração com a Cinemateca Portuguesa.

Este ciclo de cinema e debates, que decorre em Lisboa, integra-se numa programação mais abrangente, criada pelos institutos Goethe de Itália, Espanha, França, Bélgica e Portugal. Sob a designação “Tudo passa, exceto o passado”. Um projeto que aborda a questão da herança colonial dos países europeus.

Para o debate são convidados artistas, investigadores e ativistas de todo o mundo a reunirem-se em workshops, em Bruxelas, Lisboa, Bordéus e Barcelona, para refletir sobre as perspetivas do legado colonial e sobre a melhores práticas para tratar a descolonização do pensamento em museus, arquivos e no espaço público, tanto ao nível discursivo como artístico.

Em cada cidade, o workshop assume um tema distinto e em Lisboa será debatido o tema “Re-imaginar o arquivo pós-colonial”, onde são destacados os desafios inerentes ao arquivo cinematográfico (pós)colonial. O workshop vai reunir quinze especialistas de Portugal, Alemanha, Angola, Guiné Bissau, Egito, Nigéria, Grã-Bretanha e Moçambique e será acompanhado de um programa público na Culturgest: uma mesa-redonda no dia 24 de setembro, às 18h30, e um ciclo de cinema, de 25 a 27 de setembro.

Na mesa-redonda de 24 de setembro, será debatida a relação entre arquivo e poder, como também as estratégias atuais e alternativas de arquivos cinematográficos, e ainda os confrontos artísticos de cineastas da Europa e de diversos países africanos com o material de arquivo colonial e de arquivo das lutas de independência. Integram a mesa-redonda Filipa César, Mário Bastos (Fradique), Didi Cheeka e Tamer El Said, entre outros. A moderação está a cargo de Stefanie Schulte Strathaus, codiretora do Arsenal em Berlim.

A mesa-redonda servirá também de enquadramento ao ciclo de cinema dos dias seguintes: nos serões de 25 a 27 de setembro, no Pequeno Auditório da Culturgest, será exibido material de arquivo restaurado e filmes atuais que trabalham com imagens de arquivo de origem colonial ou militante. A origem destes materiais de arquivo, o seu presente e as questões éticas da sua utilização serão discutidas com especialistas e cineastas. O ciclo é comissariado por Maria do Carmo Piçarra com base em sugestões e no diálogo com os participantes do workshop. Desta forma, a pluralidade de posições defendidas no debate interno encontra também expressão no espaço público nos três serões de cinema.

Mesa-redonda: dia 24 de setembro, das 18h30 às 20h30

Ciclo cinema: dias 25 e 26 de setembro, das 21h30 às 00h00, e dia 27 de setembro, das 18h30 às 20h30.

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