Incêndios na Madeira levam a níveis de catástrofe

Três mortos, duas pessoas em estado grave, oitenta pessoas internadas devido à inalação de fumo, queimaduras e outros ferimentos, é último balanço do Governo da madeira das consequências humanas dos incêndios.

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Presidente do Governo Regional da Madeira
Presidente do Governo Regional da Madeira. Foto: © DR

O balanço feito esta manhã, dia 10 de agosto, pelo Governo Regional da Madeira, sobre os incêndios é de catástrofe. Três mortes, devido a fogo que lavrou em Santa Luzia, 327 pessoas a recorrerem às urgências hospitalares devido a intoxicações e a pequenas queimaduras, tendo ficado internadas 80 pessoas.

Na tarde e noite do dia 9 de agosto, verificaram-se situações com frentes de fogo em vários locais e sobretudo na cidade do Funchal onde se viveram momentos de grande preocupação. O Presidente do Governo Regional referiu que se assistiu a “uma situação muito complicada na zona Histórica de São Pedro e no Bairro dos Moinhos”, situações que no momento em que foi feito o comunicado se encontravam já controladas.

Foram várias as situações graves, como as vividas “na zona de Santa Luzia e na zona da Achada”, mas que as informações disponíveis indicam que estas zonas já estão controladas.

Há situações e locais que mantêm um elevado nível de preocupação, como seja, “o reacendimento em São Pedro, mas que está controlado, e no Monte, no caminho do Lombo, Junto ao Terreiro da Luta e na Estrada da Choupana.

Mantêm-se fogos ativos na zona do Transval, na Boa Nova, e em São João de Latrão, locais onde os meios de combate foram reforçados em pessoal e viaturas.

Durante o dia e noite de 9 de agosto e por precaução foi evacuado o Lar de Santa Isabel, Hospital Dr. João de Almada, Hospital dos Marmeleiros, Lar de Vale Formoso, a Clínica de Santa Luzia e a Clínica de Santa Catarina. Em alguns casos “a situação já está estabilizada e os doentes e os profissionais estão a regressar aos estabelecimentos”.

A Ilha da Madeira esteve e mantêm-se ainda sobre forte pressão dos incêndios, como foi o caso que se verificou “na Zona do Estreito, Câmara de Lobos e na Zona dos Namorados”.

A situação evolui rapidamente e o Presidente do Governo Regional indica que “na zona dos Canhas, numa área florestal, também houve um reacendimento forte e está neste momento sobre controlo”, e acrescenta: “Onde temos a situação mais complicada é na zona da Calheta. Neste momento temos a Corporação da Calheta reforçada com as Corporações de São Vicente e de Porto Moniz. Quer no parque empresarial na Calheta, no Lombo do Doutor, Lombo da Atouguia, e no Estreito da Calheta na Cova do Arco e Lombo do Brasil, são as frentes de fogo mais intensas que temos neste momento”.

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