
A adoção de Inteligência Artificial (IA) coloca às empresas com operações internacionais, diversos desafios, alertam os especialistas da empresa global de cibersegurança, Check Point. A empresa, que é especializada em soluções de cibersegurança, referiu que à medida que colaboradores e aplicações recorrem a assistentes de IA generativa e a serviços cloud em diferentes regiões, redes e ferramentas de segurança isoladas tornam mais difícil aplicar políticas consistentes, proteger dados e garantir o desempenho das aplicações.
Para os especialistas, cada novo mercado acrescenta requisitos regulamentares, limitações de infraestrutura e condições de conectividade próprias. A sobreposição de soluções locais pode criar pontos cegos e aumentar a complexidade operacional. Os fluxos de trabalho baseados em IA ampliam este desafio, uma vez que dependem da circulação fiável de informação entre utilizadores, aplicações empresariais e serviços na cloud.
“A IA acelera o trabalho das organizações, mas também torna mais visíveis as falhas de uma infraestrutura fragmentada. Quando o acesso a aplicações e dados atravessa vários países, a segurança não pode variar consoante a localização do utilizador. As empresas precisam de uma política coerente, visibilidade sobre o tráfego e conectividade fiável para aproveitar a IA sem multiplicar o risco e a complexidade”, afirmou, citado em comunicado, Rui Duro, Country Manager da Check Point Software para Portugal.
Política de segurança para operações distribuídas
A Check Point esclareceu que o Secure Access Service Edge (SASE) reúne capacidades de rede e de segurança numa plataforma disponibilizada a partir da cloud. Numa arquitetura unificada, permite gerir o acesso seguro, a prevenção de ameaças, a proteção de dados e o desempenho da rede de forma consistente entre utilizadores, aplicações e serviços de IA, mesmo quando a organização opera em vários países.
Uma abordagem que ajuda a reduzir a dependência de ferramentas separadas em cada região e facilita a aplicação de políticas comuns. Também permite às equipas de Tecnologias de Informação (TI) controlar o acesso a ferramentas de IA autorizadas, inspecionar o tráfego e limitar a exposição de informação sensível, respeitando os requisitos de cada mercado.
China mostra a importância de uma arquitetura global
Como descreve a Check Point, a China representa um exemplo particularmente exigente para organizações multinacionais: a conectividade transfronteiriça pode afetar o acesso a aplicações alojadas noutros países, enquanto os requisitos locais exigem uma resposta adequada. Para uma fábrica ou equipa comercial, atrasos nas plataformas de colaboração, nos sistemas de gestão ou na sincronização de ficheiros podem prejudicar a articulação com a sede.
Para a Check Point a China Premium Connectivity é um exemplo de extensão da arquitetura Check Point SASE a este contexto. A localização de Xangai já se encontra operacional e a empresa prevê uma localização adicional em Shenzhen. O serviço visa oferecer acesso fiável a aplicações empresariais fora da China, incluindo Microsoft 365, Salesforce, SAP e ServiceNow, integrado numa política de segurança e numa plataforma comuns.
O mesmo princípio aplica-se a outros mercados com desafios de conectividade e regulação, referiu a Check Point, e acrescentou que para as organizações, o objetivo é assegurar uma experiência de acesso consistente a aplicações SaaS, web e privadas, com controlo centralizado e proteção de dados, sem acrescentar uma arquitetura de segurança distinta por país.














