Internamentos hospitalares aumentam mais de 30% em dezembro

Em dezembro o número de internamentos hospitalares aumenta mais de 30%, mas a resposta médica é dada com os mesmos internistas. O alerta é da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna que define, primeira vez, dezembro, como “Mês da Medicina Interna”.

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Internamentos hospitalares aumentam mais de 30% em dezembro
Internamentos hospitalares aumentam mais de 30% em dezembro. Foto: © Rosa Pinto

A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) promove, pela primeira vez, o “Mês da Medicina Interna“, para destacar a importância da especialidade médica no contexto hospitalar. A iniciativa que se insere nas comemorações do 67º aniversário da SPMI vem também lembrar que o mês de dezembro é crítico no número de internamentos hospitalares.

“Em dezembro, os Serviços de Medicina Interna têm de responder ao aumento das necessidades de internamento do Serviço de Urgência, que aumentam a sua lotação em mais de 30%” indicou João Araújo Correia, presidente da SPMI. O médico indicou ainda que o número excecional de doentes “são tratados com o mesmo número de internistas, sem qualquer compensação adicional, mantendo a qualidade assistencial.”

“O doente agudo grave ou menos grave, e o que é portador de doença crónica descompensada, todos recorrem ao Serviço de Urgência do hospital, onde se sentem seguros e confiantes nas mãos dos internistas”. Dado que “mesmo em dezembro, quando as doenças se multiplicam, a Medicina Interna está sempre lá”, e “os portugueses podem continuar a contar com a dedicação dos internistas.”

Para assinalar o seu 67º aniversário, a SPMI realiza uma sessão comemorativa dia 14 de dezembro, em Lisboa, onde é apresentada a imagem e o vídeo oficial da campanha “Dezembro: Mês da Medicina Interna” que conta com nove testemunhos de médicos internistas.

A Medicina Interna é já a maior especialidade médica hospitalar, representando 13% do total dos recursos médicos em saúde. O internista está vocacionado para o tratamento do doente agudo ou crónico complexo o que o torna apto “a trabalhar com qualidade em vários cenários, desde a emergência, à urgência, ao internamento (hospitalar ou domiciliário), às Unidades Intensivas e Intermédias, ou ainda nos Cuidados Continuados e Paliativos.”

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