Investigador do IPLeiria apresenta no Reino Unido projeto europeu AMALIA

Investigador do Politécnico de Leiria (IPLeiria) apresenta no Reino Unido, no âmbito dos Blue Labs, o projeto europeu AMALIA, sobre valorização das algas invasoras do noroeste da Península Ibérica. O projeto coordenado pelo IPLeiria envolve investigadores de Espanha, Áustria e Holanda.

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Marco Lemos, investigador coordenador do MARE-IPLeiria
Marco Lemos, investigador coordenador do MARE-IPLeiria. Foto: DR

Investigadores da unidade de investigação do MARE, Marine and Environmental Sciences Centre, do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), e da Espanha, Áustria e Holanda, estudam a valorização das algas invasoras do noroeste da Península Ibérica, que são atualmente uma ameaça à vida nos oceanos.

O estudo, que faz parte do projeto europeu Algae-to-MArket Lab IdeAs (AMALIA) coordenado pelo IPLeiria, permitiu concluir que as algas invasoras podem constituir-se em diversos produtos, como “produtos alimentares inovadores, rações com potencial para estimular o sistema imunitário de peixes e camarões em aquacultura, extratos para a indústria cosmética e novos medicamentos, com os de ação antitumoral.”

O Projeto AMALIA, que é um dos quatro projetos financiados pela Comissão Europeia, no âmbito do mecanismo Blue Labs Innovative solutions for maritime challenges , foi selecionado pela Comissão Europeia para representar exatamente o mecanismo Blue Labs, no Dia Marítimo Europeu, na sessão sobre Crescimento Azul, que decorreu na semana passada, em Poole, no Reino Unido.

Marco Lemos, investigador coordenador do MARE-IPLeiria, fez a apresentação do projeto “que pretende transformar as algas invasoras, uma atual ameaça dos oceanos, numa oportunidade” e assim “demostrando que ideias originais podem estimular a inovação na economia azul.”

O projeto AMALIA tem permitido demonstrar que as algas invasoras podem ser transformadas “em novas oportunidades de negócio”, indicou Marco Lemos, citado em comunicado do IPLeiria, e assim, “em estímulo para a economia e emprego”.

O projeto tem também permitido “um ecossistema de partilha entre instituições de investigação, empresas e sociedade”, e “onde o envolvimento de estudantes num regime de ‘aprendizagem com base em prática’ promove competências nestes futuros profissionais, aproximando-os das empresas e de uma economia marítima com base no conhecimento”, acrescentou o investigador.

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