Maioria dos prédios comercializados é para reabilitação

Nos últimos doze meses cresceu a comercialização de prédios. A REMAX foi responsável pela transação de 371 prédios, sendo 84% compradores nacionais, e o distrito de Lisboa representou 42,3% das vendas.

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Maioria dos prédios comercializados é para reabilitação
Maioria dos prédios comercializados é para reabilitação. Foto: DR

Nos últimos 12 meses, a REMAX Portugal posicionou-se como a maior imobiliária a operar no país e foi responsável pela venda de 371 prédios em Portugal, equivalente a mais de um prédio por dia, correspondendo a um total de 698 transações imobiliárias.

A REMAX revelou que o valor médio por prédio fixou-se nos 684.014 euros sendo a maior parte das transações destinadas à reabilitação dos imóveis. As transações envolveram um volume de faturação na ordem dos 8 milhões de euros.

Dos compradores envolvidos nas transações realizadas no último ano, 83% são nacionais, com maior incidência no distrito de Lisboa, com 43,2%, seguindo-se Setúbal com 16,4% e o Porto com 13,2%. Coimbra com 7,5% e Castelo Branco com 4,6% completam a lista dos distritos com maior número de vendas, indicou a REMAX.

No caso dos compradores internacionais, verificou-se que em termos do número de imóveis 3,3% coube a compradores franceses. Em termos de volume de negócios, os portugueses foram responsáveis por 76,6% do valor, seguindo-se os franceses com 4,4% e os alemães com 3,4%.

Beatriz Rubio, CEO da REMAX Portugal, indicou que “a grande dinâmica do mercado imobiliário nestes anos mais recentes fez-se à custa do stock já existente, assim como da renovação do mesmo. Quer isto dizer que o aumento dos preços dos imóveis que tem sido verificado resulta de vários fatores, entre os quais de uma relativa diminuição da oferta de novas habitações”.

A responsável da REMAX acrescentou: “Se pensarmos que há também uma maior pressão do lado da procura, tudo isto conjugado não poderia resultar em outra coisa que não o aumento do preço”.

A CEO da REMAX Portugal defende, por isso, que a subida dos preços resulta da aplicação da lei da oferta e da procura, e indicou que “a construção nova tem um papel determinante na estabilização dos preços dos imóveis, porque ao atuar no lado da oferta, contrabalança um eventual aumento da procura”.

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