Mais energias renováveis na União Europeia para diminuir dependência dos combustíveis fosseis e aumentar o controlo sobre os preços

Mais energias renováveis na União Europeia para diminuir dependência dos combustíveis fosseis e aumentar o controlo sobre os preços
Mais energias renováveis na União Europeia para diminuir dependência dos combustíveis fosseis e aumentar o controlo sobre os preços. Foto: Rosa Pinto

Um estudo do Financial Times e do think tank Bruegel aponta que a dependência da União Europeia (UE) em relação aos combustíveis fósseis está a causar volatilidade nos preços e a tornar a UE vulnerável a choques geopolíticos. Em relação a estas conclusões os líderes do Partido Verde Europeu reagiram e apontam caminhos.

Os preços da energia na Europa continuam diretamente expostos à volatilidade dos mercados globais de combustíveis fósseis. Quando as tensões geopolíticas aumentam, incluindo a guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irão, os preços do petróleo e do gás reagem imediatamente, e esses aumentos são rapidamente repassados ​​para custos mais altos de transporte, aquecimento e eletricidade para as pessoas em toda a Europa”, afirmou Ciarán Cuffe, copresidente do Partido Verde Europeu.

O sistema atual deixa leva a que a UE não tenha qualquer controlo sobre alterações de preços dos combustíveis a que está exposta e como refere Ciarán Cuffe “enquanto permanecermos dependentes da importação de combustíveis fósseis, a instabilidade externa se traduz em custos mais altos internamente.

Para Ciarán Cuffe a UE precisa agir mais rapidamente “para expandir as energias renováveis, fortalecer as redes e o armazenamento de energia e melhorar a eficiência energética”, pois, “os atrasos nessas ações têm um preço alto para as famílias europeias.”

O aumento dos preços da energia não é apenas um padrão económico, é uma falha política que deixa as pessoas na Europa permanentemente expostas a choques ao longo da cadeia de suprimentos. Cada crise no mercado de combustíveis fósseis transforma-se num choque de preços para as famílias europeias”, afirmou Vula Tsetsi, copresidente do Partido Verde Europeu.

Para Vula Tsetsi a situação não é inevitável, pois “um sistema de energia renovável que ofereça estabilidade, autonomia e proteção para as pessoas na Europa é possível”, e, “a Europa não pode permanecer nas mãos dos interesses dos combustíveis fósseis e dos grupos de pressão que lucram com essa dependência.

O líder dos verdes europeus, Vula Tsetsi, apela “à União Europeia para que trate a independência energética como uma prioridade urgente de segurança”, e acrescentou: “Precisamos acelerar urgentemente a implementação de energias renováveis, com uma coordenação europeia mais forte em matéria de infraestruturas energéticas e uma decisão política clara para pôr fim à nossa dependência dos mercados de combustíveis fósseis. A nossa falha em fazê-lo até agora está a custar caro às pessoas nas suas faturas de energia.