Matosinhos Independente nomeia Mandatária Sénior

Movimento Matosinhos Independente nomeia como mandatária sénior Maria do Céu Santos Carrejola. Uma mandatária que continua aos 85 anos a ser uma cidadã ativa que quer mudanças em Matosinhos que valorizem os mais idosos.

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Matosinhos Independente nomeia Mandatária Sénior
Matosinhos Independente nomeia Mandatária Sénior. Foto: DR

Maria do Céu Santos Carrejola é a mandatária sénior do Movimento Matosinhos Independente. Residente em S. Mamede de Infesta, mãe de dois cidadãos, assume aos 85 anos uma participação ativa na vida social e política do seu concelho ao dar o seu apoio ao Movimento para uma candidatura independente às próximas eleições autárquicas de 2021.

Quando a população idosa em Matosinhos assume, em linha com a do país, uma percentagem elevada é importante que os responsáveis pelas decisões políticas, em especial os de nível local, tenham em conta essa realidade.

De entre as políticas públicas encontram-se as relacionadas com a saúde, e como defende o Movimento Matosinhos Independente é preciso respeitar os idosos facilitando-lhes o acesso aos diversos serviços públicos e em especial aos da saúde.

Com o aumento da expectativa de vida, é também esperado um aumento de doenças crónicas. Uma condição que leva a uma maior necessidade de profissionais de gerontologia a que os planeadores devem estar atentos.

Pelouro autárquico dedicado aos idosos

Para o Movimento Matosinhos Independente a criação na autarquia de um pelouro exclusivo dedicado às pessoas com mais idade é uma questão chave para um apoio efetivo á população idosa.

Há muito a fazer em Matosinhos, como reforçar e melhorar o serviço de atendimento domiciliário, dar apoio físico e psicológico às pessoas dependentes, dar apoio pecuniário a quem tira o curso de gerontologia e que reside no concelho.

Entre outras preocupações o Movimento Matosinhos Independente pretende substituir uma economia baseada na exploração e destruição da valorização da pessoa idosa numa economia baseada nos afetos e no amor pelos outros.

Tempo de vida ativa

Não faz sentido que uma pessoa com boa saúde física e mental seja obrigada a reformar-se compulsivamente aos 70 anos, sobretudo nos casos em que se encontra na plenitude das suas capacidades. Deve poder continuar a trabalhar se for essa a sua opção, e como forma de preservar a qualidade de vida e da saúde.

Os mais idosos devem ser valorizados na sua capacidade de trabalho, na sua experiência, pelos métodos e técnicas apreendidas enquanto recursos que devem merecer respeito e delas a sociedade colher ensinamentos.

O Matosinhos Independente lembra que a idade mais avançada não tem sido impeditiva de alguns ocuparem os mais altos cargos políticos, e releva o caso de Mário Soares que com mais de 80 anos se candidatou, pela terceira vez, à Presidência da República, ou no caso de Marcelo Rebelo de Sousa, reeleito a Presidente da República aos 72 anos.

“O conceito de idade está a mudar, o tempo de vida de uma pessoa está em mudança: somos mais tempo jovens e mais tempo adultos, desta forma começamos a ser velhos mais tarde e durante mais tempo” lembra Matosinhos Independente.

Contudo, torna-se necessário equacionar toda a política de trabalho, de forma a assegurar a renovação geracional. O trabalho a ser exercido pelos mais idosos deve estar de acordo com os seus ritmos e com as suas competências e ser promotor de uma vida saudável.

Muitas das doenças são potenciadas pela desocupação, e como referem muitos estudos científicos “manter o cérebro em forma é ter um bom envelhecimento”, no futuro é expetável que as pessoas possam manter uma ocupação até aos 75 anos sem qualquer constrangimento de natureza administrativa ou social.

Valorização dos idosos

Quando decorre a Cimeira Social no Porto parece interessante observar a importância de se viver mais anos, mas sem estereótipos de ver os velhos como uma população senil, passiva, dependente e parasita e a cargo do erário público.

O conceito de reformado é muitas vezes tido como pessoa acabada, ultrapassada, um peso para a família, um encargo para a sociedade, para o Estado, à espera que morte chegue.

O Movimento Matosinhos Independente, liderado Joaquim Jorge, biólogo e fundador do Clube dos Pensadores, defende que devem ser criadas as condições para que as pessoas, para lá dos 75 anos, possam continuar ativas, fazer exercícios físicos, ler, viajar, fazer voluntariado, exercer a cidadania, como poderem cuidar dos netos, fazer coisas que apreciem que lhe continuem a dar essência à vida.

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