Medalhas de Mérito Científico para sete cientistas e divulgadores de ciência

No encontro Ciência 2018 foram distinguidos sete cientistas e divulgadores da cultura científica com a Medalha de Mérito Científico. Os galardões foram entregues pelo Primeiro-Ministro António Costa.

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Medalhas de Mérito Científico para sete cientistas e divulgadores de ciência
Medalhas de Mérito Científico para sete cientistas e divulgadores de ciência. Foto: TVEuropa

No encontro Ciência 2018, que decorre de 2 a 4 de julho, em Lisboa, António Costa, Primeiro-Ministro, entregou Medalhas de Mérito Científico a sete personalidades portuguesas. Os galardões, instituídos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, reconhecem “individualidades nacionais que pelas elevadas qualidades profissionais e do cumprimento do dever se distinguiram pelo valioso e excecional contributo para o desenvolvimento da ciência ou da cultura científica em Portugal.”

Os sete distinguidos foram:

Maria Irene Ramalho, licenciada pela Universidade de Coimbra e doutorada pela Universidade de Yale, professora catedrática jubilada do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Professora visitante do Departamento de Literatura Comparada da Universidade do Wisconsin–Madison.

Destacou-se pelo estudo sobre o modernismo e modernidade e incluindo estudos comparados sobre poesia, poética e filosofia, e teorias do feminismo. Faz parte do conselho editorial de várias revistas de literatura e cultura

António Rendas, licenciado pela Faculdade de Medicina de Lisboa, e doutorado pelo Cardiothoracic Institute da Universidade de Londres, foi Reitor da Universidade Nova de Lisboa e presidiu ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.

Trabalhou em várias comissões da Organização Mundial da Saúde e sobre a evolução do ensino da medicina, foi um grande impulsionador da Fundação das Ciências da Vida em Portugal e da participação científica das universidades e da população pelo sistema de saúde.

João Guerreiro, mestre em ordenamento rural e ambiente e doutorado em Ciências Económicas, foi Reitor da Universidade do Algarve, Presidente da Comissão Coordenação da Região do Algarve, Presidente do Programa Operacional do Algarve PROA.

Preside à Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior- CNAES, Presidiu à Comissão Técnica Independente sobre os Incêndios de 2017 nomeado pela Assembleia da Republica.

Maria Cândida Vaz, impulsionadora do Laboratório de Análise do IST, em Lisboa, distinguiu-se pelo controlo analítico, e a inovação e metodologias de análises bem como pelo estímulo contínuo à qualidade das águas em Portugal. Manteve um laboratório de análises de referência nacional e internacional num contexto académico, estimulando a interação com estudantes e investigadores.

António Galopim de Carvalho, doutorado em geologia pela Universidade de Lisboa, é professor catedrático jubilado da faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Dirigiu o Museu Nacional de História Natural e impulsionou em Portugal e ao nível da UNESCO o estudo científico dos dinossauros.

Distingue-se ainda hoje pela defesa do património geológico português, é autor de inúmeros livros e continua a promover a cultura científica sobre geologia designadamente através de publicações e das redes sociais.

Helen Rost Martins, (não esteve presente) cofundadora do Departamento de Oceanografia e pescas da Universidade dos Açores onde foi a primeira investigadora.

Defensora e protetora das tartarugas e íntegra o ‘Marine Turtle Spacialist Group’ da União Internacional para a Conservação da Natureza.

Editora da revista “Arquipélago” associa o interesse na divulgação científica à defesa dos mares e do ambiente.

Cândido Marciano da Silva da Silva, (não esteve presente) doutorado em Física Nuclear Experimental pela Universidade de Manchester. Foi investigador no Laboratório de Física e Engenharia Nucleares da Junta de Energia Nuclear.

Esteve particularmente envolvido na promoção da política científica em Portugal nos anos 80 e 90, tendo sido chefe de gabinete do Ministro José Mariano Gago entre 1997 e 2002.

Continua a promover a cultura científica, incluindo a difusão do conhecimento sobre monumentos megalíticos do Alentejo Central e a sua relação com a astronomia.

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