Mulheres nas engenharias e nas tecnologias diminuiu na União Europeia

Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, é momento para promover maior participação das mulheres nas engenharias e nas tecnologias. Governo lança concurso de 870 mil euros para projetos relacionados com as escolhas educativas e profissionais dos jovens.

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Mulheres nas engenharias e nas tecnologias diminuiu na União Europeia
Mulheres nas engenharias e nas tecnologias diminuiu na União Europeia. Foto: © Rosa Pinto

No Dia Internacional das Mulheres, 8 de março de 2020, comemoram-se os 25 anos da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim das Nações Unidas, que é o pilar máximo dos direitos das mulheres.

Ao longo dos últimos 25 anos tem havido vários avanços mas continuam a permanecer vários desafios, e entre eles a baixa representação das mulheres nas áreas das engenharias e nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Dados do Instituto Europeu para a Igualdade de Género indicam que a proporção de mulheres diplomadas nas áreas das engenharias e nas TIC caiu de 26,2% em 1999 para 20,6% em 2017, sendo 12,8% entre estudantes de TIC e 22,8% entre estudantes de engenharias.

Em Portugal verifica-se que “apenas 0,2% das adolescentes portuguesas aspiram a trabalhar nas TIC, uma das mais baixas taxas da União Europeia”.

O Governo lança hoje um concurso com uma dotação total de 870.000 euros, no âmbito do Programa Conciliação e Igualdade de Género dos EEA Grants 2014-2021, para projetos que combatam a segregação sexual nas escolhas educativas e profissionais e a discriminação no mercado de trabalho.

As candidaturas ao concurso podem ser apresentadas até 31 de maio por quaisquer entidades públicas ou privadas, incluindo escolas e agrupamentos de escolas, instituições de ensino superior, associações empresariais e organizações da sociedade civil.

Este concurso, bem como o projeto “Engenheiras Por Um Dia” são considerados pelo Governo “instrumentos fundamentais para promover uma educação e formação livres de estereótipos de género, permitindo que raparigas e rapazes possam desenvolver plenamente as suas potencialidades”.

O Governo lança ainda um vídeo e um folheto informativo “que dá conta da evolução em várias das áreas críticas de intervenção da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, desde a participação das mulheres na educação, mercado de trabalho e tomada de decisão, às persistentes desigualdades ao nível dos rendimentos e trabalho de cuidado”.

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