Museu de Miranda restaura obra de arte – Crucifixo do século XVI

Escultura que remete para arte cíngalo-portuguesa foi restaurada pelo Museu de Miranda do Douro. O restauro do Crucifixo do século XVI teve apoio financeiro externo. Miranda mostra arte após 240 anos da mudança de sede da diocese para Bragança.

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Museu de Miranda restaura obra de arte - Crucifixo do século XVI
Museu de Miranda restaura obra de arte - Crucifixo do século XVI. Foto: Wikipedia

O Museu da Terra de Miranda concluiu a ação de conservação e restauro de um Crucifixo de pousar, datado da segunda metade do século XVI. Trata-se de um crucifixo de pousar com a imagem de cristo morto, em marfim, e cruz em madeira decorada com incrustações de madrepérola.

As caraterísticas estilísticas e técnicas da escultura remetem para a arte cíngalo-portuguesa, que nasceu do contacto dos portugueses com os artesãos do Ceilão (atual Sri Lanka) a partir do século XVI.

O restauro da imagem do Cristo de Marfim através do Museu da Terra de Miranda teve o apoio financeiro de mecenas e de outros apoios externos, à semelhança do que foi feito com o restauro de espólio da Concatedral de Miranda do Douro, também já intervencionado e disponibilizado ao público.

Exposição na Concatedral de Miranda do Douro

A Direção Regional de Cultura do Norte lembra que as mais belas peças de pintura, escultura e arte sacra do espólio da Concatedral de Miranda do Douro integram a exposição temática do Núcleo Expositivo da Concatedral que o público pode visitar desde dezembro último.

A mostra reúne a parte mais significativa do espólio da antiga Sé Catedral de Miranda do Douro, incluindo o conjunto pictórico conhecido por “Calendário da Sé”, calendário Flamengo, pintado por Pieter Balten (c.1527-1584).

Passados cerca de 240 anos, da transferência da sede da diocese para a cidade de Bragança, a qual ocorreu no último quartel do século XVIII, esta é a primeira vez que um conjunto de obras tão relevante é colocada à vista do público.

A exposição, além de cumprir o objetivo de salvaguarda, conservação e valorização do património, afirma a relevância, a vitalidade e o potencial cultural do que foi a Diocese de Miranda, ao mesmo tempo que revela a urbanidade e mundividência dos prelados que ocuparam o trono episcopal mirandês, assim como do investimento que foi realizado para que este templo fosse, de facto, brilhantíssimo em termos artísticos e arquitetónicos.

Estas obras de arte, de apreciável valor cultural, abrem agora espaço à consolidação e integração do acesso ao património artístico e religioso da Terra de Miranda, e àquilo que foi, e é, parte da sua herança sociocultural, que se destacou a partir da criação da Diocese em meados do século XVI. Ao mesmo tempo que se constata e atesta, também, a importância estratégica e económica desta Diocese no contexto da fronteira nordestina.

A exposição ocupa instalações de uma das antigas sacristias da Sé. Uma intervenção de remodelação foi desenvolvida pela Direção Regional de Cultura do Norte no âmbito da Operação “Rota das Catedrais no Norte” de Portugal, e cofinanciada pelo Programa Operacional Norte 2020.

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