Navio da Armada afundado para turismo subaquático

Corveta ‘General Pereira D’Eça’ já é recife artificial no mar de Porto Santo. O afundamento do navio no oceano Atlântico ocorreu para beneficiar o turismo subaquático da região da Região Autónoma da Madeira.

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Navio da Armada afundado para turismo subaquático
Navio da Armada afundado para turismo subaquático. Foto: © Marinha

O NRP ‘General Pereira D’Eça’, uma corveta da classe “João Coutinho” entrou como efetivo da Armada em 10 de outubro de 1970. A corveta foi construída, na Alemanha, nos estaleiros Blohm & Voss, com base no projeto da autoria do Engenheiro Construtor Naval Rogério D’Oliveira.

A corveta, com 85 metros de comprimento e 12,5 metros de boca, foi inicialmente projetada para missões nos ex-territórios ultramarinos, em África, mas desde 1975 que executava missões de vigilância, fiscalização, busca e salvamento nas águas portuguesas.

A corveta foi abatida ao efetivo da Armada em 2 de julho de 2014, depois de ter, em 25 de junho de 2010, passada ao estado de desarmamento. Em vez de ser desmantelada foi considerada para servir um projeto de interesse público nas áreas do turismo subaquático, da cultura e preservação histórica, da proteção da vida marinha e da economia, apresentado pela Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais da Região Autónoma da Madeira.

A corveta antes de ser afundada junto a Porto Santo foi preparada para o efeito, ou seja, foi descontaminada, dos tanques de combustíveis foram retirados todos os resíduos e foram lavados, a cablagem elétrica e de comunicações foi retirada bem como outros elementos contaminantes. Para servir para o turismo subaquático foram feitas aberturas para que os mergulhadores possam entrar e sair do navio sem qualquer perigo e de forma que de bombordo para estibordo ou vice-versa as passagens sejam franqueadas e visíveis.

Para proceder ao afundamento foram colocadas cargas explosivas em locais apropriados e foi também criado um lastro de betão para a sua fixação no fundo do oceano. Após o afundamento mergulhadores da Armada fizeram uma inspeção ao navio para verificar se todas as cargas explosivas tinham detonado e se o navio se encontrava na posição prevista.

O afundamento foi considerada pela Marinha um sucesso e o navio ‘General Pereira D’Eça’ já se encontra em nova missão a de servir a Região Autónoma da Madeira como recife artificial ao serviço do turismo subaquático.

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