Nuno Peres, da UMinho, é o cientista português mais citado a trabalhar no país

Nuno Peres é o cientista português a trabalhar em Portugal, na Universidade do Minho, que ocupa a melhor posição da lista “Highly Cited Researchers 2018”, da Clarivate Analytics, ao ser citado, nos últimos 12 meses, 24.508 vezes. O físico dedica-se à investigação do grafeno.

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Nuno Peres, da UMinho, é o cientista português mais citado a trabalhar no país
Nuno Peres, da UMinho, é o cientista português mais citado a trabalhar no país . Foto: DR

O físico da Universidade do Minho (UMinho), Nuno Peres, é o cientista a trabalhar em Portugal mais citado em publicações por outros cientistas de todo o mundo, como consta da “Highly Cited Researchers 2018”, da norte-americana Clarivate Analytics.

A lista composta de cerca de 4.000 cientistas de todo o mundo incluiu 14 cientistas que trabalham em Portugal, mais oito do que na edição de 2017, sendo que quatro cientistas são da Universidade do Minho.

Nos últimos 12 meses Nuno Peres foi citado 24.508 citações o que corresponde em média 314 citações por artigo. Nuno Peres é professor catedrático da Escola de Ciências da UMinho e foi em 2004 o primeiro físico português a investigar o grafeno, considerado um “material do futuro”. Um estudo que lhe mereceu já diversos prémios, incluindo o Prémio Gulbenkian Ciência em 2011 e de Mérito à Investigação.

Esta forma bidimensional do carbono tem potenciais aplicações em eletrónica, fotónica, materiais compósitos, sensores e saúde. O cientista de 51 anos, natural de Arganil, Coimbra, é coordenador nacional do “Graphene Flagship”, um dos maiores programas científicos europeus.

José Teixeira, é o segundo cientista mais citado dos investigadores a trabalhar em Portugal e na Universidade do Minho, mas consta também da lista António Vicente e Miguel Cerqueira na área das ciências agrárias, o que mostra que a estratégia da instituição na área da investigação e desenvolvimento tem sido bem-sucedida, em particular nos seus Centros de Física e de Engenharia Biológica, onde se têm intensificado a investigação e aumentado a sua visibilidade internacional.

Da lista conta ainda os cientistas das instituições portuguesas: Isabel Ferreira, Lillian Barros do Politécnico de Bragança; Luís Santos Pereira da Universidade de Lisboa em ciências agrárias; Mário Figueiredo da Universidade de Lisboa, em engenharia; Miguel Araújo da Universidade de Évora em ambiente/ecologia; José Bioucas-Dias da Universidade de Lisboa em geociências, Jörg Henseler da Universidade Nova de Lisboa em economia; Alan Phillips da Universidade de Lisboa em ciência de plantas e animais; Pedro Areias da Universidade de Évora e Letícia Estevinho do Politécnico de Bragança em cross-field.

Há ainda outros cientistas portugueses na lista e que se encontram a trabalhar fora do país, são eles: Caetano Reis e Sousa do Francis Crick Institute, Reino Unido em imunologia, bem como Gonçalo Abecasis da Universidade de Michigan, EUA e Inês Barroso da Universidade de Cambridge e Wellcome Trust Sanger Institute, Reino Unido, em genética e biologia molecular.

Da lista fazem parte apenas os artigos muito citados, que representam 1% do que se publica no mundo em 21 áreas científicas. A lista de ranking anual é elaborada pela Clarivate Analytics, que adquiriu as bases Web of Science e Thomson Reuters.

A presença de investigadores nacionais neste ranking anual tem muita relevância, pois constitui um indicador da qualidade e do impacto internacional da ciência feita em Portugal. As citações científicas são um dos critérios utilizados para produzir rankings de instituições de ensino superior. Devido a só serem contabilizados os autores que têm artigos publicados nos 1% mais citados a nível mundial, a seleção inclui apenas cerca de 4000 cientistas e só 17 Prémios Nobel, sendo dominada por cientistas dos EUA, Reino Unido e China.

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