Obra no Mosteiro de Arouca não fecha Museu nem culto na Igreja

Intervenção no Mosteiro de Arouca pela Direção Regional de Cultura do Norte envolve mais de 876 mil euros e vai criar uma estrutura de acolhimento ao visitante e proceder à recuperação de 21 janelões da Igreja e do Coro. As obras não fecham o Museu e culto na Igreja.

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Mosteiro de Arouca.
Mosteiro de Arouca. Foto: CC/Henrique Matos

Arrancou a intervenção de obra no Mosteiro de Arouca. Esta intervenção está integrada na candidatura aprovada pelo Programa Norte 2020, no âmbito da Operação Mosteiros a Norte – Mosteiro de Arouca, e é da responsabilidade da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN).

A intervenção compreende duas empreitadas, uma destinada à criação de uma estrutura de acolhimento do visitante e outra é de recuperação dos vãos da Igreja e do Coro. Os encargos são superiores a 876 mil euros, sendo o financiamento da União Europeia de 708.656,92 euros, e o investimento público nacional de 168.201,17 euros.

Os trabalhos estão consignados à empresa AOF – Augusto de Oliveira Ferreira, e deverão estar concluídos no início do segundo semestre de 2020. Durante o período da intervenção será mantido o normal funcionamento da visita ao Museu de Arte Sacra e do culto na Igreja.

A DRCN indicou que a estrutura de acolhimento tem como objetivo criar “condições espaciais e infraestruturais, de equipamento e também de suporte para conteúdos, que permitam prestar um serviço adequado ao acolhimento, acessibilidade e circuito de visita ao monumento, recuperando espaços e ampliando a área já visitável, e revelando vestígios, até agora desconhecidos, do mosteiro anterior ao séc. XVIII.”

No caso da “intervenção nos 21 janelões da Igreja e do Coro” o objetivo é “resolver os atuais problemas de degradação”. São dois dos “espaços mais emblemáticos do mosteiro, onde os vãos nunca dispuseram de encerramento eficaz e condigno, encontrando-se o sistema existente em estado irrecuperável e a ameaçar risco para a proteção dos interiores”.

A DRCN tem vindo a levar a cabo uma “Operação Mosteiros a Norte” que abrange os Mosteiros de Arouca, Grijó, Rendufe, Tibães, Pombeiro e Vilar de Frades, que constituem um importante legado da arquitetura religiosa monástica a norte de Portugal.

Tratam-se de Monumentos Nacionais ou Imóveis de Interesse Público, sendo por isso prioritária a sua preservação, valorização e divulgação. Simultaneamente assumem pela sua dimensão e valor patrimonial, uma forte presença no território, e constituem polos dinamizadores de atratividade na paisagem rural e urbana onde se inserem, pela proximidade com os respetivos centros urbanos de Arouca, Vila Nova de Gaia, Amares, Braga, Felgueiras e Barcelos.

A implementação da “Rede de Mosteiros a Norte” permite dar continuidade às intervenções de consolidação do edificado, melhorando e criando espaços de receção/acolhimento, articulando com o reforço de iniciativas culturais e artísticas (criação da composição/paisagem monástica e ciclo de interpretação itinerante nos mosteiros) e de divulgação dos espaços monásticos como polos de atração no território e consequente aumento do número de visitantes e criação de novos públicos.

O objetivo da DRCN com esta “Operação” é privilegiar a fruição e usufruto do património cultural como uma rede temática de grande valor resultante do aprofundamento da interpretação dos percursos de visita.

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