Ópera: The Sleeping Thousand na Gulbenkian

A ópera contemporânea The Sleeping Thousand estreia, em Portugal, na Fundação Gulbenkian, dia 16 de janeiro de 2020. O conflito israelo-palestiniano é o tema central do libreto. Um trabalho dos israelitas Adam Maor e Yonatan Levy.

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Ópera: The Sleeping Thousand na Gulbenkian
Ópera: The Sleeping Thousand na Gulbenkian. Foto: © Patrick Berger/Artcompress

“Um universo singular, atraente e provocador, que mistura fábula política, história filosófica e parábola fictícia à volta do irresolúvel conflito israelo-palestiniano”— Le Monde

Na Fundação Gulbenkian estreia no dia 16 de janeiro de 2020, no grande auditório, a ópera contemporânea The Sleeping Thousand. O compositor Adam Maor e o dramaturgo Yonatan Levy, ambos israelitas, reuniram-se em 2016 para desenvolver este projeto, que culminou numa grandiosa produção do prestigiado Festival d’Aix-en-Provence. O conflito israelo-palestiniano é o tema central do libreto.

Com uma cenografia arrojada, que cria um ambiente livremente inspirado numa estética retro-futurista da década de 1960, e um desenho de luz inovador, o espetáculo conta com um grupo de oito exímios instrumentistas e quatro solistas habituados aos grandes palcos da ópera mundial, tais como o barítono Tomasz Kumiega, a soprano Gan-ya Ben-gur Akselrod, o baixo David Salsbery Fry e o tenor Benjamin Alunni. Adam Maor desenvolve uma linguagem musical influenciada pelas tradições musicais orientais e ocidentais, mas também fortemente marcada pela música contemporânea e eletrónica.

Mil presos administrativos entram em greve de fome. Quando o Primeiro-Ministro decide induzi-los num sono profundo para evitar a atenção internacional, os mil palestinianos adormecidos conseguem provocar insónias ao povo de Israel. Torna-se urgente enviar um emissário ao mundo dos sonhos para interromper o sucedido. Através da sua parábola onírica, que oscila entre seriedade e leveza, o compositor Adam Maor e o dramaturgo Yonatan Levy falam de uma terra devastada, de uma sociedade multicultural em que as autoridades já não a veem como um todo orgânico, mas antes como um espaço fragmentado irreconciliável. A ópera alicerça-se numa certeza: “não existe outra pátria que a do espaço entre uma alma e outra”.

A ópera oscila entre a sátira e a poesia, entre a realidade e a utopia, numa abordagem vanguardista a um tema que tem merecido uma profunda reflexão no mundo das artes ao longo dos anos.

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