Piloto português bate recorde de voo em parapente de Macedo a Segóvia

Voo em parapente de 237,3 quilómetros da Serra de Bornes, em Macedo de Cavaleiros, até Segóvia em Madrid, dá ao piloto Eusébio Soares do BôAr Parapente Clube o recorde em distância. O feito decorreu no âmbito da inauguração da pista com apoio do Município.

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Piloto português bate recorde de voo em parapente de Macedo a Segóvia
Piloto português bate recorde de voo em parapente de Macedo a Segóvia. Foto: DR

O piloto Eusébio Soares bateu, no passado fim-de-semana, o recorde de distância em voo em parapente a partir da Serra de Bornes, em Macedo de Cavaleiros, até Segóvia, em Espanha. O voo do piloto português do BôAr Parapente Clube decorreu no âmbito da inauguração da nova pista de descolagem de parapente na vertente Este da Serra de Bornes.

No evento, que teve o apoio do Município de Macedo de Cavaleiros, participaram cerca de 50 pilotos nacionais, oriundos de diferentes zonas do país. Uma iniciativa que serviu para experienciar a primeira pista criada na Serra de Bornes e agora renovada pela autarquia macedense.

No voo inaugural o piloto Eusébio Soares bateu o recorde de distância em parapente, percorrendo um total de 237,3 quilómetros em distância livre em 6 horas e 28 minutos, tendo aterrado em Fuentemilanos, a cerca de 15 quilómetros de Segóvia, Madrid. A marca anterior a partir da pista da Serra de Bornes estava nos 100 quilómetros.

“São resultados muito interessantes e que nos deixam muito satisfeitos, pois tivemos um total de seis pilotos a voar acima da marca dos 100 quilómetros, o máximo anterior da primeira pista da Serra de Bornes”, explica o vereador Rui Vilarinho.

Para o responsável pela pasta do Desporto no concelho, “a Serra de Bornes, como é sabido, apresenta condições excecionais para a prática de parapente e asa delta, o que nos levou, inclusive, a organizar, em 2019, o Aziborne Extreme”. Agora, com duas rampas de descolagem “estão criadas as condições para aspirarmos a outros voos e termos aqui provas de cariz nacional e até internacional”.

António Oliveira, dirigente do BôAr Parapente Clube, refere: “Fez-se algo inédito a nível nacional e foi importante porque nunca tivemos tanto apoio da parte de um município”. O dirigente acrescenta: “Na Serra de Bornes havia uma descolagem que era feita em terrenos privados e os mesmos foram adquiridos pela Câmara de Macedo, propositadamente, para o desenvolvimento da modalidade e aumentar o quadrante e segurança na descolagem, com a limpeza do terreno”.

Este dirigente destaca que existem “um conjunto de condições incríveis para a prática de parapente e asa delta, mas também para as próprias famílias dos pilotos, permitindo passar um fim-de-semana fantástico em Macedo”, e indica: “Temos montanha, gastronomia, o Azibo com as suas praias, o bem-receber macedense e, além disso, estamos localizados numa zona que permite ter uma gestão do espaço aéreo onde nos podemos encaixar enquanto voo livre”.

O vereador Rui Vilarinho refere: “É importante atrair para o nosso território estes desportos radicais, que podem projetar o nome do nosso concelho e do nosso território, uma vez que temos aqui condições ímpares para a prática de alguns dos mais entusiasmantes desportos”.

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