Projetos portugueses ganham apoio do Conselho Europeu de Investigação

Dois projetos, um da Universidade de Aveiro, e outro do Centro de Investigação da Fundação Champalimaud, foram vencedores de bolsas de Prova de Conceito do Conselho Europeu de Investigação. As bolsas são de 150 mil euros cada.

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Cientista em Laboratório
Cientista em Laboratório. Foto: TVEuropa

O Conselho Europeu de Investigação (CEI) anunciou os 52 vencedores do concurso de bolsas para a inovação, as designadas bolsas de Prova de Conceito (PoC). Entre os vencedores estão dois projetos portugueses, um da Universidade de Aveiro e outro do Centro de Investigação da Fundação Champalimaud.

As subvenções PoC atribuídas pelo Conselho Europeu de Investigação são no valor de 150 mil euros cada, e destinam-se a investigadores que exploram um produto potencialmente inovador resultante das suas descobertas científicas.

O objetivo do CEI é ajudará os investigadores a transformar os resultados da investigação, considerados de vanguarda, em produtos de mercado. Os 52 novos projetos que vão ser apoiados juntam-se aos outros 102 que já receberam subvenções em 2017.

No total, 160 investigadores vão agora procurar oportunidades de negócio, proteger as inovações através de registos de patente ou testar a viabilidade técnica para provar o conceito científico.

João Mano, da Universidade de Aveiro, é um dos vencedores ao ver o seu projeto MicroBone ser reconhecido pela CEI. O projeto consiste numa “plataforma, baseada em hidrogéis que combinam biomateriais de origem humana e células, como modelos de doença, em particular o osteossarcoma.”

A bolsa atribuída pelo CEI vai permitir apoiar atividades no início de desenvolvimento da transformação dos resultados da investigação numa proposta de mercado, capaz de produzir benefícios económicos ou sociais. Para além dos principais que são a procura de novos medicamentos de combate a doenças ósseas, em particular ao osteossarcoma.

Os investigadores esclareceram que “o osteossarcoma é um tumor ósseo raro mas devastador que afeta principalmente crianças, adolescentes e idosos. Este tipo de tumor é muito resistente à terapia, pelo que é urgente encontrar novos tratamentos mais eficazes.”

“Os modelos tumorais tridimensionais in vitro podem recapitular muitos aspetos do ambiente natural do tumor e podem ser utilizados para melhorar o valor preditivo do efeito dos candidatos a fármacos anticancerígenos”, consta da descrição do projeto.

O projeto MicroBone envolve o desenvolvimento pré-competitivo de modelos de doenças microsféricas relevantes para a biologia que poderiam ser utilizados como ferramenta habilitadora para descoberta de fármacos personalizados e de precisão, aumentando a compreensão dos mecanismos que estão por trás do cancro do osso.

Jose Henrique Veiga Fernandes, do centro de investigação da Fundação Champalimaud viu o projeto NeurIMM distinguido com uma bolsa PoC.

O NeurIMM foi projetado para investigar a viabilidade técnica e comercial de uma nova terapia direcionada para a Doença Inflamatória do Intestino (DII),

A descoberta da equipa, liderada por Henrique Veiga Fernandes, foi recentemente publicada na revista Nature. O projeto NeurIMM propõe o uso de um imunomodulador derivado de células gliais para restaurar a homeostase intestinal, induzindo uma resposta imune protetora de tecido.

A nova terapia, indicam os investigadores, irá promover a cicatrização dos tecidos para reverter o dano através da mediação por células imunes. A terapia leva a melhores resultados para o paciente, e isso pode ter grande importância para os pacientes que sofrem de DII. Além disso, esta abordagem também tem potencial como uma terapia eficaz contra o cancro, gastroenterite pediátrica e outros distúrbios inflamatórios.

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