Ruínas no claustro da Sé de Lisboa não são da mesquita aljama

Vestígios de ruínas descobertas na zona sul do Claustro da Sé de Lisboa não pertencem à mesquita aljama de Lisboa, no entanto, são consideradas de grande valor patrimonial. LNEC considera obras de estabilidade e integridade da Sé e das ruínas.

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Ruínas no claustro da Sé de Lisboa não são da mesquita aljama
Ruínas no claustro da Sé de Lisboa não são da mesquita aljama. Foto: © Rosa Pinto

Peritos em arqueologia são unanimemente a afirmar que não existe evidência de que as ruínas postas a descoberto na zona sul do Claustro da Sé de Lisboa correspondam à mesquita aljama. Os peritos reconhecem, no entanto, a relevância dos vestígios arqueológicos.

A Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico (SPAA) do Conselho Nacional de Cultura (CNC) reuniu, dia 13 de janeiro, onde analisou os Pareceres sobre as ruínas, tendo concluído da importância patrimonial dos achados, sendo que todos os peritos recomendam a salvaguarda dos mesmos.

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que avaliou a segurança estrutural, concluiu “que se impõe a finalização urgente da estrutura projetada, de forma a garantir a necessária estabilidade e integridade da Sé de Lisboa e das ruínas, conjunto que na situação atual se encontra em risco, apresentando uma vulnerabilidade sísmica excessiva.”

Em face dos pareceres solicitados aos peritos e entidades como: Doutor Felix Arnold – Instituto Arqueológico Alemão, delegação de Madrid; Prof. Doutora Rosa Varela Gomes e Arquiteto Mário Varela Gomes – Nova FCSH; Doutor Santiago Macias Nova FCSH; LNEC e ICOMOS, a SPAA deliberou solicitar à equipa projetista a alteração do projeto com vista à integração das estruturas arqueológicas, apontando para o efeito linhas orientadoras que promovam a respetiva valorização e salvaguarda.

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